No primeiro turno realizado no início do mês de outubro, o povo serrano foi às urnas para escolher seus novos representantes municipais. Entre os candidatos favoritos estavam, Audifax Barcelos (PP), Pablo Muribeca (Republicanos) e Weverson Meireles (PDT) chegaram com chances reais de avançar ao segundo turno.
Ao decorrer de toda a campanha eleitoral, Audifax Barcelos aparecia como líder isolado nas intenções de voto. Sendo assim, as pesquisas apontavam um segundo turno quase que certo entre o ex-prefeito da Serra, e os outros dois candidatos, Muribeca e Weverson.
Leia Mais ∎
Weverson Meireles e Pablo Muribeca surpreendem com ambos no segundo turno
No entanto, o que se viu ao final das apurações divulgadas pelo TSE foi um resultado surpreendente, em que Weverson Meireles assumiu a ponta com 36,66% dos votos válidos (96.995 votos), seguido por Muribeca, 25,25% (61.649 votos) e Audifax em terceiro, ficando fora do segundo turno, com 23,96% (58.595).
Sendo assim, no primeiro turno, a maioria dos eleitores optou por novos nomes, deixando o ex-prefeito por três mandatos fora da disputa. Assim, encerrando um ciclo de 28 anos de alternância do poder diretamente entre os nomes Audifax e Vidigal.
Agora, neste segundo turno, os eleitores terão que decidir entre o novo nome apresentado pelo grupo de Vidigal ou o novo nome que se autocriou, Pablo Muribeca.
Serra encerra ciclo de 28 anos entre os nomes de Vidigal e Audifax
Desde 1996, Sergio Vidigal (PDT) e Audifax Barcelos foram os únicos a estarem no comando da Prefeitura da Serra. Sendo Vidigal o vencedor das eleições nos anos de 1996, 2000, 2008 e 2020, enquanto Audifax saiu vitorioso nos anos 2004, 2012 e 2016.
A história de alternância de poder entre os candidatos iniciou com a eleição de Sergio Vidigal em 1996, que esteve à frente da cidade por dois mandatos, até 2004. Neste ano, Vidigal escolheu o então desconhecido candidato Audifax Barcelos para ser o seu sucessor.
Assim, a história se iniciou com uma relação de parceria entre os dois candidatos, que iria se desfazer no pleito de 2008. Isso porque, na ocasião, Audifax Barcelos foi impedido de disputar a reeleição, dando espaço ao retorno de Vidigal, que mais uma vez retornou ao comando da prefeitura.
Em seguida, nos anos de 2012 e 2016, os candidatos finalmente se enfrentaram, agora como adversários políticos. Nas duas ocasiões, Audifax saiu vitorioso, chegando ao seu terceiro mandato como prefeito da Serra. Em 2020, impossibilitado de concorrer novamente, Audifax indicou um sucessor Fabio, que acabou derrotado por Vidigal no segundo turno.
Fim da hegemonia Audifax/Vidigal?
Embora a hegemonia entre os dois candidatos pareça ter chegado ao fim, isso não significa o afastamento total desses nomes da política da Serra. O líder do primeiro turno, Weverson Meireles, conta com o apoio constante de Vidigal, e já declarou que, se eleito, Vidigal terá um papel relevante como conselheiro em sua gestão.
Enquanto isso, Pablo Muribeca, que pode representar um novo modelo de gestão na cidade, faz história por conta própria, sem o apoio de um prefeito com mandato, assim como aconteceu com Audifax e Weverson. Dessa forma, ele já se consolida organicamente como uma nova liderança política na Serra, igual Vidigal fez entre 1988 e 1996.
Por outro lado, o ex-prefeito Audifax Barcelos nunca deve ser subestimado. Sua garra, experiência e determinação continuam marcantes, e nada impede que ele tente retornar à prefeitura em futuras eleições.
No próximo domingo (27), saberemos qual será a escolha da população da Serra para conduzir a cidade nos próximos quatro anos.
