Durante a campanha eleitoral de 2020, o então candidato a prefeito Sérgio Vidigal (PDT) prometeu que não seria candidato à reeleição em 2024, promessa essa que foi cumprida ao lançar seu sucessor. Entretanto, em 2024, o ex-prefeito da Serra afirmou que não seria candidato à reeleição sob a justificativa de que precisava de mais tempo para se dedicar à família e à esposa, Sueli Vidigal, que enfrentava problemas de saúde.
No entanto, o que parecia uma despedida da vida pública, mudou em apenas 20 dias. Logo após o início de 2025, Vidigal aceitou o convite para assumir a Secretaria de Desenvolvimento (SEDES) no governo de Renato Casagrande (PSB).
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Assim, a decisão do ex-prefeito levantou dúvidas se a sua promessa em 2024 de retirada de cena política, de fato, por motivos familiares, ou apenas uma jogada política para eleger seu sucessor, em um contexto, onde um grande parcela do eleitorado se mostrava cansada do revezamento de quase 30 anos entre apenas dois nomes na prefeitura da Serra ou por uma estratégia maior para 2026.
Sergio Vidigal irá assumir a SEDES em meio a dúvidas e questionamentos
A escolha de Vidigal para a SEDES gerou dúvidas e questionamentos entre eleitores e a população serrana. Entre essas dúvidas e questionamentos, uma delas seria que o Vidigal sabia por meio de pesquisas que teria mais chances de vitória por meio de apoio a um novo nome dentro do seu grupo. Já para outros, especulam se a decisão de não disputar a reeleição já fazia parte de uma estratégia política maior, como em 2026, viabilizar a candidatura de Vidigal à vaga de governador.
Dessa forma, a alegação de Vidigal de se retirar das eleições e para cuidar de sua esposa e passar mais tempo com os netos, parece ter sido apenas uma narrativa política ou uma mudança de interesses pessoais.
A iniciativa de assumir uma pasta tão importante quanto a secretaria de desenvolvimento do estado do Espírito Santo, e que certamente irá demandar muito tempo de dedicação do ex-prefeito, que apesar da idade, possui fama de ser muito dedicado ao trabalho.
Saída de Vidigal foi estratégica?
Durante o período eleitoral, Vidigal parecia ser o nome garantido a disputar mais uma eleição, com governo bem avaliado, e perspectivas de vitória até mesmo no primeiro turno. Contudo, o ex-prefeito também enfrentaria uma forte rejeição de parte do eleitorado, além de disputar contra fortes nomes.
A princípio, Vidigal iria disputar com nomes como o experiente ex-prefeito Audifax Barcelos (PP) e o deputado estadual Pablo Muribeca (Republicanos), que vinha ganhando destaque nas pesquisas. No entanto, Vidigal optou por não disputar um novo mandato. Em vez disso, ele apoiou Weverson Meireles (PDT), apresentado como uma alternativa “nova” e alinhada aos valores de seu grupo político, que acabou eleito.
Essa movimentação foi vista como arriscada, mas estratégica. A aposta em Weverson, com a articulação política de Vidigal nos bastidores, resultou na manutenção do grupo no comando da prefeitura.
O que esperar de Vidigal na SEDES?
Agora, Vidigal enfrenta o desafio de comandar uma das pastas mais importantes do governo estadual, responsável por atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento econômico. Sua experiência como gestor pode ser um trunfo, mas as expectativas são altas, especialmente diante das perguntas sobre suas prioridades e decisões recentes.
O Serra Noticiário continua acompanhando o caso de perto e trará novas informações assim que possível.
