Na última quarta-feira (19), a Insurreição do Queimado completou 176 anos. A data foi tema de discurso por deputados estaduais durante a sessão ordinária na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (ALES). Fábio Duarte (Rede) destacou a importância da revolta contra a escravidão e apresentou um projeto de lei para valorizar sua memória.
ALES celebra 176 anos da insurreição do Queimado
Durante seu discurso, o deputado Fábio Duarte comentou sobre o PL 159/2025. O projeto de lei, que cria o Circuito Histórico, Religioso, Turístico e Gastronômico de São José do Queimado.
Leia Mais ∎
De acordo com o parlamentar, o objetivo é reconhecer a relevância do movimento liderado por Chico Prego e João da Viúva. “Temos, de uma vez por todas, que resgatar, preservar e valorizar uma das páginas mais importantes da história capixaba”, disse Fábio Duarte.
Segundo o parlamentar, a insurreição é um marco na luta por liberdade e justiça social no estado e no Brasil. O roteiro pretende unir Vitória à Serra. Ele integra pontos históricos, culturais, religiosos, turísticos e gastronômicos.
“Esse levante não só marcou a história da Serra e do Espírito Santo, mas também contribui para o processo de abolição da escravatura do Brasil”
Fábio Duarte
Deputado Estadual pela Serra
O circuito inclui a Praça Oito, em Vitória, onde os insurgentes foram condenados. Também passa pelo agroturismo de Pitanga e pelo centro da Serra. No local, estão a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a estátua de Chico Prego, o Museu Histórico e o Casarão dos Miguel. A rota termina no sítio histórico de São José do Queimado, palco da revolta.
Fábio Duarte enfatizou ainda o papel do projeto para o futuro. “Esse projeto é sobre memória e também sobre futuro. É sobre honrar aqueles que lutaram por liberdade e justiça e sobre construir um legado de desenvolvimento sustentável para as próximas gerações”, explicou.
Camila Valadão destaca falta de investimento público
A deputada Camila Valadão (PSOL) também falou sobre a data. Ela avaliou que a insurreição merece todas as celebrações, mas criticou a falta de investimento público. “A gente está falando de uma das principais insurreições do nosso país e que infelizmente não recebe a devida valorização dentro do nosso estado”, considerou.
De acordo com Camila, o Centro Cultural Elisiário Rangel, em São Diogo, na Serra, inaugura neste 19 de março a primeira sala de cinema independente do município.“É a sociedade civil construindo espaços para promover a cultura e a valorização da nossa história no estado do Espírito Santo”, afirmou.
O espaço cultural leva o nome de um dos líderes da revolta, reforçando a importância de preservar a memória da luta contra a escravidão.
O Serra Noticiário continua acompanhando as atividades da Assembleia Legislativa e trará novas informações assim que possível.
