No final do mês passado, a esposa do deputado estadual Pablo Muribeca (Republicanos), Lara Ferreira, foi o mais novo alvo de um ataque com milhares de seguidores falsos em seu perfil no Instagram. Conforme apurado pela coluna Chico Prego, esse tipo de “guerra virtual” vem ocorrendo na Serra desde o ano passado, durante o período eleitoral. Após o ataque, Lara gravou um vídeo denunciando a situação.
Histórico de vítimas na Serra
Esse tipo de ação, que consiste na invasão em massa de perfis com milhares de contas falsas, já atingiu diversas figuras públicas da Serra. Durante a campanha eleitoral do ano passado, o perfil do próprio Pablo Muribeca foi alvo, assim como o perfil do Serra Noticiário, que, na ocasião, conseguiu conter o ataque rapidamente. Segundo informações, o então candidato a prefeito Weverson Meireles (PDT) também teria sido alvo, mas conseguiu se proteger ao tornar sua conta privada.
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Entre abril e maio deste ano, o ex-prefeito da Serra e atual secretário estadual de Desenvolvimento, Sérgio Vidigal (PDT), e um de seus filhos também usaram as redes sociais para denunciar uma invasão semelhante em seus perfis. O vereador Pastor Dinho (PL) foi mais um político da cidade que relatou ter sido vítima dessa mesma prática. É possível que existam outras vítimas na Serra.
Mais recentemente, o deputado Pablo Muribeca voltou a ser alvo de ataques, e desta vez até sua esposa, Lara Ferreira, também acabou atacada. Após a ação, ela publicou um vídeo em seu perfil pessoal denunciando o caso.
Vídeo Instagram:
O que é e qual o objetivo da compra de seguidores falsos para adversários?
O ataque que consiste na compra de seguidores falsos para o perfil de uma vítima é uma forma de sabotagem digital disfarçada. Embora à primeira vista possa parecer algo inofensivo ou até positivo (afinal, o número de seguidores aumenta), esse tipo de ação tem efeitos negativos reais e intencionais. Veja os principais objetivos por trás desse ataque:
- Prejudicar o alcance e o engajamento do perfil:
Plataformas como Instagram e X (Twitter) usam algoritmos que analisam a taxa de engajamento (curtidas, comentários, compartilhamentos) em relação ao número de seguidores. Quando um perfil ganha milhares de seguidores falsos (que não interagem), o engajamento despenca — fazendo com que o conteúdo apareça menos para seguidores reais. - Provocar penalidades da plataforma:
As redes sociais proíbem práticas artificiais de crescimento. Quando detectam grande volume de bots ou contas falsas, o perfil pode sofrer:- Limitações no alcance orgânico
- Redução de visibilidade em buscas
- Suspensão ou banimento, nos casos mais graves
- Comprometer a credibilidade da vítima:
Seguidores falsos são facilmente detectáveis por qualquer análise básica. Isso pode gerar suspeitas de que o próprio dono da conta está tentando inflar artificialmente sua relevância, prejudicando sua reputação profissional, política ou comercial. - Desmoralizar ou enfraquecer adversários:
Em contextos políticos, empresariais ou de influenciadores digitais, essa prática pode ser usada para acusar a vítima de manipulação de números — uma estratégia de guerra de reputação. - Criar uma armadilha para denúncia:
Após inflar artificialmente o perfil com bots, o agressor pode denunciar o perfil por violar diretrizes da plataforma, tentando forçar uma punição ou banimento.
Casal Muribeca alega que o ataque tenta enfraquecer movimento contra aumento do IPTU
O casal Pablo Muribeca e Lara Ferreira atribui ao ataque digital como uma tentativa de enfraquecer a mobilização contra o aumento do IPTU na Serra. Segundo o deputado, a ação, semelhante à registrada nas eleições, busca descredibilizar sua atuação e silenciar a campanha popular que lidera. Por fim, informou que já acionou a Meta para investigação. Muribeca afirmou que seguirá firme na luta, classificando o ataque como perseguição política movida por interesses contrariados.
Autoria dos ataques?
Até o momento, não há informações sobre investigações a respeito desses ataques virtuais, mas as vítimas os atribuem, de forma indireta, a seus respectivos adversários. A coluna segue acompanha essa “guerra virtual”.
