Na manhã desta quarta-feira (23), um protesto de trabalhadores terceirizados nos acessos à ArcelorMittal, na Serra, terminou em confusão e deixou feridos. A manifestação causou transtornos no trânsito da região e exigiu a intervenção da Polícia Militar (PMES), que utilizou meios de contenção não letais, como spray de pimenta, granadas de efeito moral e balas de borracha, para liberar as vias bloqueadas.
De acordo com as informações, os atos ocorreram simultaneamente nas entradas das unidades da empresa em Novo Horizonte e Cidade Continental. Trabalhadores e representantes sindicais bloquearam os acessos, impedindo a passagem de veículos, o que gerou um congestionamento significativo.
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Confronto e denúncias de abuso
Durante a ação da PM para dispersar o grupo, houve tumulto. Vídeos gravados por manifestantes mostram o momento em que os militares avançaram contra o grupo. Alguns trabalhadores relataram ferimentos e acusaram os militares de agirem com agressividade durante a abordagem. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o número de feridos.
Vídeo Youtube SN:
Motivo da mobilização
Conforme apurado pelo Serra Noticiário, os trabalhadores terceirizados do setor de limpeza e conservação em indústrias do Espírito Santo entraram em greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira, 21 de julho. A paralisação, organizada pelo Sindilimpe-ES e aprovada em assembleias no dia 11, atinge empresas como Portocel, Suzano, ArcelorMittal e Samarco, e pode impactar diretamente a produção das indústrias.
As principais reivindicações incluem a equiparação e melhoria de benefícios como vale-alimentação, vale-transporte, cesta natalina e PLR. Segundo a presidenta do sindicato, Evani Reis, há desigualdade no tratamento entre os terceirizados. O Sindilimpe-ES afirma que está aberto ao diálogo e aguarda uma proposta do setor patronal para encerrar o movimento.
Atualização:
Após a publicação do caso, a reportagem teve acesso ao perfil do Sindilimpe-ES, onde foi divulgada uma nota de repúdio ao que o sindicato classificou como “a truculência policial durante manifestação na ArcelorMittal Tubarão”. Segue abaixo a íntegra da publicação.
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O espaço segue aberto para manifestações das partes citadas, como a ArcelorMittal, a empresa terceirizada contratante, representantes sindicais e a Polícia Militar.
