Polícia Civil (PCES), por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, retirou de circulação dois criminosos envolvidos com homicídios e tráfico de drogas na região de Carapina Grande. As prisões ocorreram nas manhãs de quarta (31) e quinta-feira (01), em uma operação coordenada pelo delegado titular da DHPP Serra, Rodrigo Sandi Mori.
Prisão do chefe do tráfico
Na quarta-feira (31), os investigadores prenderam Romário Pereira dos Santos, conhecido como “Manelão”, de 34 anos. Ele é apontado como chefe do tráfico de drogas no ponto final do bairro Carapina Grande.
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Contra Romário havia um mandado de prisão preventiva por três tentativas de homicídio, ocorridas no dia 9 de março de 2012, no bairro André Carloni. Romário vai a júri no próximo dia 3 de agosto. Além disso, Romário já possui condenações por homicídio e havia saído da cadeia em fevereiro do ano passado.

Atualização:
Gerente do tráfico também foi capturado
Já na manhã desta quinta-feira (01), foi preso Victor da Cruz Santos, de 29 anos, considerado o atual gerente do tráfico no bairro Carapina Grande. Apesar de ser 10h da manhã, Victor foi surpreendido pelos policiais enquanto dormia profundamente. Ele foi condenado a 19 anos e 3 meses de prisão por um homicídio que vitimou João Vitor Barcelos de Souza, em 25 de janeiro de 2017, dentro de um condomínio também no bairro André Carloni.
Na casa onde Victor da Cruz foi localizado, os policiais encontraram um pedaço de haxixe, material para embalo de drogas e uma balança de precisão. Devido ao flagrantes encontrados na residência, Victor da Cruz também acabou sendo autuado em flagrante por tráfico de drogas.


Relembre o caso do jovem executado no bairro André Carloni
O homicídio que levou à condenação de Victor da Cruz Santos, preso nesta quinta-feira (01), ocorreu no início da tarde de 25 de janeiro de 2017, dentro de um condomínio residencial localizado na Rua São Pedro, no bairro André Carloni, na Serra.

A vítima foi João Vitor Barcelos de Souza, de 19 anos, morto com aproximadamente 20 tiros, segundo a Polícia Civil. O crime aconteceu dentro das dependências do condomínio. A polícia acredita que João Vitor e o autor dos disparos já se encontravam no local quando a briga começou.
Durante a perícia, foram encontradas cápsulas de munição espalhadas por diferentes áreas do condomínio, o que indica que os disparos ocorreram em sequência. Segundo os peritos, o jovem foi baleado em uma área comum do prédio, tentou fugir mesmo ferido, mas acabou sendo novamente atingido e caiu morto no meio da garagem do residencial.
João Vitor não era morador do condomínio, mas, de acordo com a polícia, teve facilidade para entrar no local, já que os muros do residencial são baixos e o portão, conforme relataram moradores, frequentemente permanecia destrancado.
Ainda segundo a polícia, a área do condomínio era usada com frequência para consumo de drogas. Familiares da vítima disseram que João Vitor havia se afastado dos estudos, não trabalhava e vinha se envolvendo com más companhias. A Polícia Civil informou posteriormente que ele tinha passagens por tráfico quando era menor de idade.
Resposta rapída: prisão seis meses após o crime
A partir da apuração da DHPP Serra, o autor dos disparos foi identificado como Victor da Cruz Santos. Seis meses após o homicídio, no dia 5 de julho de 2017, Victor foi preso em uma operação da Polícia Civil no bairro Carapina Grande, vizinho ao bairro André Carloni, — mesmo bairro onde agora voltou a ser capturado após condenação definitiva.
A prisão foi divulgada oficialmente na época e marcou o encerramento da fase investigativa. Victor foi denunciado e processado por homicídio qualificado, sendo condenado a 19 anos e 3 meses de reclusão pelo assassinato de João Vitor.
A nova prisão, realizada nesta quinta-feira no mesmo bairro, integra os esforços da DHPP Serra para cumprir mandados judiciais e retirar homicidas de circulação nas ruas da cidade.
