Na noite da última terça-feira (19), uma adolescente de 17 anos passou por momentos de terror ao ser cercada e agredida por um grupo de pessoas no bairro Vila Nova de Colares, no município da Serra. As agressões teriam sido motivadas por bullying e publicações com supostas calúnias que denegriram a imagem da jovem.
De acordo com a equipe da Polícia Militar (PMES) que atendeu a ocorrência, a adolescente foi agredida em frente à própria residência, na rua Itajaí, enquanto estava acompanhada da tia. Elas teriam sido surpreendidas por cerca de dez pessoas, todas do sexo feminino, três delas diretamente envolvidas nas agressões.
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Ataques realizados pelas redes sociais
Ainda conforme informações dos militares, antes do ataque, uma das suspeitas publicou nas redes sociais que a adolescente seria portadora de HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) e teria furtado roupas de uma amiga em comum, o que motivou o desentendimento.
Agressões físicas
Durante a agressão, a jovem sofreu puxões de cabelo, tapas no rosto e golpes com pedaços de madeira. A tia tentou intervir e relatou que as autoras chegaram a usar uma faca, ameaçando desfigurar a vítima. A adolescente sofreu escoriações leves no rosto, cotovelo e perna.
As suspeitas, entre elas duas maiores com com 20 anos de idade e uma adolescente de 15 anos, admitiram participação na briga, mas alegaram que a vítima também estaria armada com uma faca, versão negada pela própria adolescentes. Duas das suspeitas apresentavam ferimentos leves, enquanto a terceira não tinha lesões aparentes. A adolescente agredida recusou atendimento médico, afirmando estar bem.
A equipe da Polícia Militar conduziu todos os envolvidos à Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEACLE), onde os familiares foram acionados.
As duas mulheres de 20 anos assinaram Termo Circunstanciado (TC) por lesão corporal e ameaça e foram liberadas após se comprometerem a comparecer em juízo. Já a adolescente de 15 anos assinou um Boletim de Ocorrência Circunstanciado (BOC) e foi reintegrada à família, sob compromisso de acompanhamento pelo Ministério Público.
