A Justiça do Espírito Santo mandou soltar três acusados de homicídio na Serra após atraso Ministério Público do Espírito Santo (MPES) em se manifestar no processo. A decisão, da 3ª Vara Criminal, foi publicada em março deste ano e beneficiou Igor Forechi dos Santos (Forechi), Larissa Natalia de Jesus Nunes (Lara) e Cesar de Oliveira (Zangão).
Guerra do tráfico
Os três respondem pela morte de Yuri da Silva Machado, de 24 anos, assassinado em 11 de agosto de 2022. Na ocasião, a reportagem do Serra Noticiário apurou que, naquela noite, moradores relataram dois tiroteios na região: o primeiro, próximo ao pinicão do bairro Palmeiras, resultou na morte de Yuri. O jovem havia acabado de sair de casa quando foi perseguido, baleado e encontrado morto em um terreno; o segundo, na rua 17 do Jardim Bela Vista, deixou um homem baleado na perna.
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Ausência de manifestação da promotoria
Conforme apuração da colunista Vilmara Fernandes, de A Gazeta, os três suspeitos foram presos em setembro de 2022, pouco tempo após o homicídio. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público em novembro do mesmo ano, eles teriam participado diretamente da perseguição e assassinato de Yuri.
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A decisão que relaxou a prisão preventiva dos acusados foi assinada em 19 de março deste ano pelo Juízo da 3ª Vara Criminal da Serra. O juiz destacou a omissão da 7ª Promotoria Criminal, que foi notificada duas vezes, mas não apresentou memoriais finais, essenciais para definir se os réus seriam encaminhados a júri popular.
O processo ficou parado após a audiência de instrução de outubro de 2024, quando o MP deveria apresentar suas alegações finais. A ausência de manifestação levou a Justiça a relaxar a prisão preventiva, embora os três continuem detidos por responderem a outros crimes.
Outros casos de atrasos
Este é o terceiro caso recente em que a 7ª Promotoria Criminal da Serra falha em cumprir prazos. Entre março e abril deste ano, seis integrantes de uma quadrilha considerada violenta também foram soltos devido a demora na manifestação. Em outro processo, a Justiça aceitou uma ação apresentada por advogado e tornou réu um motorista acusado de matar duas universitárias, após mais de 90 dias de inércia da promotoria.
Força-tarefa
O Ministério Público afirmou que detectou a falha em fiscalização e criou uma força-tarefa com oito promotores para reduzir os processos parados. Disse ainda que o caso já avançou com pedido de pronúncia dos acusados e que a Corregedoria apura a demora, em procedimento sigiloso que pode resultar desde advertência até demissão.
