Na última quarta-feira (05), a fotógrafa Danielle da Luz Magnago, de 43 anos, morreu após um mês internada em um hospital da Grande Vitória. Ela havia sido atropelada no dia 4 de outubro, na saída do condomínio onde morava, localizado no bairro São Diogo II, no município da Serra.

Câmeras de segurança registraram o momento em que Danielle chegava de moto à portaria do condomínio e foi atingida por uma caminhonete branca que vinha no sentido contrário. Com o impacto, ela e a motocicleta foram arrastadas e ficaram presas embaixo do veículo.
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Primeiros socorros realizados pelos moradores
O motorista e alguns moradores prestaram socorro imediato à vítima. De acordo com informações apuradas pela reportagem da Folha Vitória, os moradores levantaram o veículo para retirar a fotógrafa e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e a Polícia Militar (PMES).
Uma enfermeira que mora no condomínio ajudou no resgate e relatou que o atendimento foi bastante delicado devido à gravidade das lesões. Segundo ela, foram necessários cerca de 30 minutos para conseguir retirar Danielle debaixo do veículo, em uma operação cuidadosa para não agravar os ferimentos. A profissional descreveu a cena como chocante, especialmente pela posição em que o corpo da fotógrafa estava: o carro havia ficado sobre o pescoço dela, e o braço estava em uma posição visivelmente anormal. Segundo familiares, Danielle teve o fígado comprometido por conta do atropelamento e apresentava ferimentos graves na cabeça e no pescoço.
Corrente do bem
Durante o período de internação, vizinhos e amigos se mobilizaram para apoiar a fotógrafa. Eles organizaram visitas diárias, orações e uma corrente de solidariedade que envolveu o cuidado com o apartamento, com a gata de estimação da vítima e até com as contas dela desde o acidente. Os moradores do condomínio se revezavam para garantir que Danielle recebesse o máximo de apoio possível enquanto estava internada.
O motorista da caminhonete, que permanece em contato com o condomínio, afirmou que está à disposição da família. A Polícia Civil (PCES) informou que o caso segue sob investigação pela Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (DDT).
