Idosa atropelada na noite da última segunda-feira (17), Maria Auxiliadora Tôrres, de 78 anos, apresentou melhora significativa e deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Meridional Serra, em Civit II. Ela permanece internada em um quarto da unidade, em processo de recuperação. Maria Auxiliadora sofreu ferimentos graves ao ser atropelada ao lado do marido, José Geraldo Tôrres, de 82 anos, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local do acidente, ocorrido na Avenida Brasília, no bairro Porto Canoa, no município da Serra.
O casal atravessava a principal via do bairro quando um motociclista de 23 anos, empinava a moto e atingiu os dois. O impacto matou José Geraldo imediatamente. Maria Auxiliadora, conhecida como Dorinha, foi socorrida em estado crítico e encaminhada ao hospital.
Leia Mais ∎

Após o acidente, o motociclista fugiu e abandonou o veículo no local. No dia seguinte (18), ele se apresentou à Polícia Civil (PCES) acompanhado de uma advogada, prestou depoimento e foi liberado. A corporação havia solicitado à Justiça a prisão preventiva por homicídio doloso, na modalidade de dolo eventual — quando o autor não deseja matar, mas assume o risco. No entanto, no momento da apresentação, o pedido ainda não tinha sido analisado.
Familiares divulgaram nas redes sociais uma atualização sobre o estado de saúde de Maria Auxiliadora Tôrres, agradeceram pelas orações e classificaram o atropelamento como crime. Em nota, eles reforçaram a dor da perda e defenderam o endurecimento das leis para casos semelhantes. “Que a justiça alcance todas as situações semelhantes, acolhendo aqueles que, como nós, enfrentam a dor de perder um ente querido de maneira tão brutal. Esperamos que, em breve, as leis brasileiras sejam mais rigorosas com esse e outros tipos de violência, para o bem de todos.”
