Na tarde do último sábado (14), um episódio envolvendo fogos de artifício reacendeu o alerta sobre os riscos do barulho excessivo para animais, idosos e pessoas sensíveis ao som. No bairro Jacaraípe, no município da Serra, uma cadela se jogou do segundo andar de uma residência após se assustar com o barulho de fogos durante a comemoração da partida de futebol entre Flamengo e Pyramids, vencida pelo time carioca por 2 a 0.
O momento foi registrado por uma câmera de segurança do bairro e enviado à redação do Serra Noticiário. Nas imagens, é possível ver o animal em desespero saltando de uma laje e caindo na calçada. Após a queda, a cadela se levanta mancando. Segundo a tutora, apesar do susto, o animal sofreu uma luxação em uma das patas, recebeu atendimento e está fora de perigo.
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Vídeo YouTube SN:
Ainda de acordo com o relato da moradora, o impacto emocional do barulho não afetou apenas a cadela. Ela contou que um cachorro pertencente à irmã sofreu um infarto no mesmo dia, também após se assustar com os fogos.
“Precisamos sensibilizar as pessoas quanto à soltura de fogos com barulho. Minha cadela se jogou do segundo andar em desespero, e o cachorro da minha irmã acabou infartando”, desabafou.
Barulho pode causar pânico e riscos graves
Especialistas alertam que o barulho intenso provocado por fogos de artifício pode causar crises de pânico não apenas em animais, mas também em pessoas sensíveis a estímulos sonoros, como idosos, crianças autistas e pessoas com transtornos neurológicos.
Entre as reações mais comuns em pets estão tremores, tentativas de fuga, agressividade repentina, taquicardia e, em casos mais graves, acidentes e problemas cardíacos.
Proibição no Espírito Santo e na Serra
No Espírito Santo, a legislação estadual proíbe a fabricação, comercialização, manuseio, queima e soltura de fogos de artifício com estampido ou ruído excessivo em todo o território. A norma permite apenas fogos de efeito visual e baixo ruído, dentro dos limites estabelecidos por lei.
Na Serra, além da regra estadual, existe uma lei municipal específica que também proíbe fogos sonoros. Por isso, eventos oficiais promovidos pelas prefeituras, tanto na Serra quanto em outros municípios capixabas, utilizam exclusivamente fogos de baixo ruído, justamente para reduzir impactos à população e aos animais.
O que pode ser feito para reduzir os riscos
Veterinários recomendam medidas preventivas para proteger os animais durante períodos com fogos, como manter portas e janelas fechadas, criar um ambiente seguro e silencioso, usar sons ambientes para abafar ruídos externos e permanecer próximo ao animal para transmitir segurança.
Atenção
O uso de medicamentos calmantes deve ocorrer apenas com orientação veterinária. A automedicação pode representar riscos à saúde, principalmente em animais idosos ou com histórico de doenças.
Apelo por mais consciência
O caso registrado em Jacaraípe reforça o apelo por mais empatia e responsabilidade no uso de fogos de artifício com estampido. Moradores defendem alternativas silenciosas, que permitem comemorações sem colocar vidas em risco.
“Não é só um incômodo. Pode ser uma questão de vida ou morte”, concluiu a tutora da cadela.
