Na manhã da última sexta-feira (02), uma confusão envolvendo uma sargento da Polícia Militar (PMES) e um vizinho de condomínio no bairro Porto Canoa, no município da Serra, terminou na delegacia, após a militar acusar o homem de cometer atos obscenos enquanto, supostamente, a observava de seu apartamento. Após o ocorrido, a sargento PM foi até a torre vizinha e falou com o sujeito, que negou a acusação e afirmou que se tratava de um mal-entendido.
De acordo com a equipe da PM que atendeu a ocorrência, os militares foram acionados para averiguar uma confusão entre dois moradores do condomínio. No local, os militares fizeram contato com a sargento que havia solicitado a presença da Polícia Militar, a qual relatou estar sentada no sofá da sala de seu apartamento, com a janela aberta, quando percebeu que um morador do prédio em frente estaria com um telefone celular direcionado para o interior de sua residência, aparentando realizar uma filmagem. Ainda segundo a denunciante, o indivíduo também aparentava estar se masturbando.
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Tirando satisfação
Diante da situação, a moradora afirmou que gritou e que, nesse momento, o homem se afastou rapidamente da janela. Sentindo-se constrangida e ameaçada, ela se dirigiu até a portaria do condomínio, onde obteve a identificação do vizinho com a porteira. Em seguida, solicitou ao zelador que a acompanhasse até o apartamento do morador, com o objetivo de pedir que eventuais imagens ou vídeos feitos de seu corpo fossem apagados do aparelho celular do acusado.
Ainda conforme o relato, a síndica do condomínio foi acionada, porém não compareceu naquele primeiro momento. O zelador acompanhou a moradora apenas até o corredor da torre e retornou por orientação da administração do condomínio. Dessa forma, a sargento então seguiu sozinha até o apartamento do vizinho e bateu na porta.
Apartamento do vizinho
O morador atendeu à porta e, nesse momento, a sargento solicitou que ele apagasse a suposta gravação. O homem mostrou o aparelho celular e afirmou não ter realizado qualquer filmagem. Ainda segundo o relato, ele teria convidado a moradora a entrar no apartamento para conversar. Ela entrou e informou que acionaria a Polícia Militar.
Após conversar com o sujeito, a sargento retornou à portaria, onde aguardou a chegada da equipe da PM. Depois de algum tempo, os militares se deslocaram até a entrada da torre, onde encontraram a síndica acompanhada do morador envolvido. Conforme descrito, a síndica estaria exaltada e questionou a sargento sobre a motivação do acionamento da equipe da PM, alegando a ausência de provas sobre a denúncia.
Versão do vizinho
O morador afirmou que, por volta das 9h20, realizava uma chamada de vídeo com a namorada e que, durante a ligação, teria mostrado a imagem do quarteirão, retornando em seguida para o interior do apartamento. Ele também declarou que a sargento, quando foi até seu apartamento, bateu na porta de forma intensa e que autorizou a entrada dela após ser informado sobre a suspeita de filmagem.
Engano
Além disso, o morador negou todas as acusações, afirmando que não realizou qualquer tipo de gravação e que a vizinha teria interpretado de forma equivocada a situação. Ele também manifestou interesse em registrar boletim de ocorrência para resguardar seus direitos.
Todo mundo para a delegacia
Diante das versões diferentes e da ausência de provas naquele momento, os militares orientaram que ambas as partes registrassem boletins de ocorrência relatando suas versões dos fatos. A orientação foi aceita, e os militares prestaram apoio, conduzindo os envolvidos até a 3ª Delegacia Regional da Serra.
O delegado de plantão informou não identificar, naquele momento, uma situação típica de crime, orientando que cada parte formalizasse o registro para posterior análise. O morador também foi orientado de que, caso achasse necessário, poderia procurar a Corregedoria da Polícia Militar, se se sentisse prejudicado pela conduta da policial militar.
Não é a primeira treta entre moradores na região
Já houve registro de um caso semelhante em outro condomínio da região, quando um morador foi alvo de diversas acusações após ser flagrado se masturbando em uma janela, segundo relatos de vizinhos.
