Um erro no sistema do programa da Chamada Escolar 2026 da rede estadual do Espírito Santo gerou transtornos para cerca de 2 mil estudantes, que acabaram sendo remanejados para escolas fora de seus municípios de residência. O número representa aproximadamente 1% dos 190 mil alunos matriculados na rede estadual.
A situação causou forte repercussão nas redes sociais e preocupação entre pais e responsáveis, especialmente por envolver deslocamentos longos e inviáveis no dia a dia dos estudantes.
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Alunos encaminhados para cidades distantes
Entre os casos relatados, há situações consideradas extremas. Estudantes de Cariacica foram alocados em escolas de Santa Teresa, na Região Serrana. Já alunos de Jacaraípe, na Serra, foram direcionados para unidades localizadas na Ilha das Caieiras, em Vitória.
O que causou o problema?
Segundo a Secretaria de Estado da Educação (SEDU), o erro ocorreu porque, pela primeira vez, o processo de realocação dos estudantes foi feito por meio de um processamento totalmente automatizado no Sistema de Gestão Escolar (SEGES).
O sistema foi utilizado para remanejar alunos que não conseguiram vaga em nenhuma das três opções de escola escolhidas durante a Chamada Escolar. Em anos anteriores, essa etapa era realizada manualmente pelas equipes da SEDU.
De acordo com a secretaria, o sistema não respeitou corretamente os limites territoriais dos municípios, ampliando o raio de busca por vagas e gerando alocações fora da cidade de residência dos estudantes.
SEDU reconhece erro e promete solução
O secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo, reconheceu publicamente a falha e garantiu que nenhum aluno será obrigado a estudar fora do seu município.
Segundo ele, todos os casos estão sendo analisados de forma individualizada, para garantir uma solução justa e adequada à realidade de cada família.
A SEDU também reforçou que todo estudante tem direito a uma vaga na rede estadual, embora isso não garanta matrícula na escola de preferência.
Orientação para pais e responsáveis
Pais ou responsáveis por alunos afetados devem procurar a Superintendência Regional de Educação (SRE) do município onde o estudante reside.
O atendimento pode ser feito de diferentes formas:
- Presencialmente
- Por telefone
- Por e-mail
As equipes da SEDU Central e das SREs estão mobilizadas para realizar os ajustes caso a caso, com prioridade para os remanejamentos fora do município.
Sistema é usado desde 2016
A Chamada Escolar da rede estadual é realizada por meio do Seges desde 2016, mas, segundo a própria SEDU, esta foi a primeira vez que a realocação automática foi aplicada de forma mais ampla.
A secretaria afirma que segue acompanhando todas as situações para corrigir o erro, reduzir os impactos às famílias e garantir que os estudantes iniciem o ano letivo de 2026 em escolas territorialmente adequadas.
O Serra Noticiário continua acompanhando o caso de perto e trará atualizações assim que possível.
