Uma pesquisa realizada pelo PROCON Vitória identificou diferenças expressivas nos preços de materiais escolares vendidos em papelarias da capital. Divulgado na última terça-feira (13), o levantamento apontou que a variação entre o menor e o maior valor de um mesmo produto chegou a 297,99%, evidenciando o impacto da falta de pesquisa no orçamento das famílias no início do ano letivo.
Os fiscais do PROCON Municipal de Vitória realizaram o estudo de forma presencial entre os dias 6 e 8 de janeiro. A equipe analisou 30 itens de material escolar, com marcas e especificações idênticas, em quatro estabelecimentos localizados em diferentes regiões da cidade: Castorino Santana, Gecore, Lápis & Borracha e Plastifik.
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Entre os produtos avaliados estão itens básicos do cotidiano escolar, como apontador, borracha, cadernos, canetas, lápis, cola, giz de cera, papel sulfite, pasta, régua e tesoura.
A maior variação de preço apareceu na caneta esferográfica 0.7 mm, encontrada por valores entre R$ 2,99 e R$ 11,90. O lápis preto grafite apresentou diferença de 150%, com preços que variaram de R$ 0,80 a R$ 2,00. Já o caderno brochura registrou variação de 108,86%, custando de R$ 7,90 a R$ 16,50, enquanto o giz de cera oscilou 86,33%, com valores entre R$ 6,95 e R$ 12,95.
Segundo o secretário municipal de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho, Luciano Forrechi, os dados reforçam a importância do trabalho do órgão de defesa do consumidor. Ele destacou que a pesquisa contribui para a transparência e auxilia as famílias no planejamento financeiro em um período de despesas elevadas.
O levantamento também comparou os menores preços de 28 itens comuns às pesquisas realizadas em 2025 e 2026. O resultado apontou um aumento médio de 15,56% no custo do material escolar, que passou de R$ 272,53 para R$ 314,94. O percentual supera a inflação oficial de 2025, medida pelo IPCA, que foi de 4,26%.
Na comparação anual, o maior reajuste ocorreu no apontador de lápis com depósito, que teve alta de 142,11%. Em contrapartida, o lápis preto grafite apresentou a maior redução, com queda de 46,67% em relação ao ano anterior.
Para o gerente do PROCON Vitória, Breno Panetto, o cenário exige atenção redobrada dos consumidores. Ele alertou que, sem comparação de preços, o consumidor pode acabar pagando quase três vezes mais pelo mesmo produto.
O PROCON Vitória também reforçou orientações sobre o que as escolas podem ou não exigir nas listas de material escolar. As instituições só podem solicitar itens de uso individual e pedagógico, sendo proibida a exigência de produtos de uso coletivo, indicação de marcas ou locais específicos de compra, cobrança de taxas de material escolar ou condicionamento da matrícula ao pagamento dessas taxas.
Em caso de dúvidas ou problemas, os consumidores podem procurar o PROCON Vitória presencialmente na Casa do Cidadão, na Avenida Maruípe, nº 2544, em Itararé, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O atendimento também está disponível pela internet, no site do PROCON Vitória, e pelo aplicativo oficial, disponível para Android e iOS.
Entre as principais recomendações do órgão estão a reutilização de materiais em bom estado do ano anterior, a comparação de preços em lojas físicas e on-line, a negociação de descontos, a verificação da procedência e validade dos produtos e o planejamento das compras para evitar gastos desnecessários.
