O Benefício de Prestação Continuada, conhecido popularmente como LOAS, é um auxílio fundamental para milhares de brasileiros. Ele garante um salário mínimo mensal a idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade.
Muitas vezes, o valor do benefício pode não ser suficiente para cobrir despesas imprevistas ou projetos pessoais. Surge então a dúvida comum sobre a viabilidade de buscar crédito no mercado financeiro.
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As regras para quem recebe esse auxílio mudaram significativamente nos últimos anos. Governos e instituições bancárias ajustaram as normas para equilibrar o acesso ao crédito e a proteção financeira do beneficiário.
Entenda se quem é aposentado pelo loas pode fazer empréstimo e as novas regras
A resposta direta é sim, beneficiários do BPC podem contratar crédito consignado. Para entender as condições atuais, você pode consultar plataformas especializadas como a (emprestfin.com.br) que detalham as taxas vigentes no mercado.
Desde 2023, após idas e vindas jurídicas, o Supremo Tribunal Federal validou a possibilidade dessa categoria acessar o crédito consignado. Isso trouxe mais autonomia para o público que recebe o LOAS.
É importante destacar que o LOAS não é uma aposentadoria, mas um benefício assistencial. No entanto, para fins de empréstimo consignado, ele funciona de forma muito similar aos benefícios previdenciários do INSS.
O desconto das parcelas acontece diretamente na folha de pagamento. Isso reduz o risco para os bancos, permitindo que as taxas de juros sejam menores do que as de um empréstimo pessoal comum.
Diferença entre aposentadoria e benefício assistencial no crédito
Embora o processo de contratação seja parecido, existem diferenças jurídicas importantes. A aposentadoria é um direito adquirido por contribuição, enquanto o LOAS depende da manutenção de critérios de renda.
Bancos e financeiras levam isso em conta ao analisar o risco. Se o beneficiário deixar de cumprir os requisitos do Cadastro Único, o benefício pode ser suspenso, interrompendo o pagamento do empréstimo.
Por esse motivo, algumas instituições podem ser mais criteriosas na liberação do valor. Ainda assim, a oferta de crédito para esse público cresceu exponencialmente com as novas regulamentações.
Limites de margem consignável para o BPC/LOAS
A margem consignável é o valor máximo do benefício que pode ser comprometido com o pagamento de parcelas. O objetivo desse limite é garantir que o beneficiário mantenha uma renda mínima para subsistência.
Atualmente, a legislação define percentuais específicos para o BPC. Esses valores são diferentes daqueles aplicados aos aposentados e pensionistas tradicionais do regime geral.
- 30% da renda mensal destinados exclusivamente a empréstimos consignados.
- 5% da renda mensal destinados exclusivamente ao cartão de crédito consignado ou cartão benefício.
- O limite total de comprometimento da renda fica estabelecido em 35%.
Isso significa que, de um salário mínimo, o beneficiário pode comprometer uma parte determinada para quitar as prestações. Esse cálculo é automático e verificado pelo INSS no momento da averbação.
Vantagens do empréstimo consignado para beneficiários
O acesso ao crédito para quem recebe o LOAS oferece benefícios que outras modalidades não possuem. A principal vantagem reside na facilidade de aprovação, mesmo para quem possui restrições no nome.
Como o pagamento é garantido pelo repasse do INSS, as instituições financeiras costumam ignorar o “nome sujo” no SPC ou Serasa. Isso democratiza o acesso ao dinheiro para emergências.
- Taxas de juros reduzidas em comparação ao cheque especial e cartões comuns.
- Prazos de pagamento estendidos, que podem chegar a 84 meses.
- Desconto automático, evitando o esquecimento do pagamento de boletos.
- Liberação rápida do dinheiro após a averbação do contrato pelo INSS.
Esses pontos tornam o consignado a melhor opção para quem precisa de dinheiro rápido e possui renda fixa garantida pelo governo federal.
Cuidados essenciais antes de assinar o contrato
Apesar das facilidades, o empréstimo para BPC exige cautela redobrada. Como o benefício é de apenas um salário mínimo, qualquer desconto pode impactar significativamente a compra de alimentos e remédios.
O endividamento excessivo é um problema real que atinge as famílias mais vulneráveis. Antes de contratar, é preciso colocar todos os gastos mensais na ponta do lápis para evitar o descontrole.
Atenção aos golpes e fraudes financeiras
Infelizmente, o público do LOAS é alvo frequente de golpistas. Nunca compartilhe sua senha do Meu INSS ou envie fotos de documentos para pessoas desconhecidas via aplicativos de mensagens.
Desconfie de ofertas que pareçam vantajosas demais ou que exijam depósitos antecipados para liberar o crédito. Empréstimos legítimos nunca cobram taxas adiantadas do cliente.
Verificação da taxa de juros real
Sempre peça o Custo Efetivo Total (CET) da operação. Muitas vezes, a taxa de juros nominal é baixa, mas taxas administrativas e seguros embutidos tornam a parcela muito mais cara no final.
Compare as ofertas em pelo menos três instituições diferentes. A variação de poucos pontos percentuais pode representar uma economia de centenas de reais ao longo de alguns anos de contrato.
Impacto do empréstimo na renda da família
O BPC é calculado para garantir o mínimo existencial. Quando você retira 30% desse valor para pagar um banco, a família passa a viver com apenas 70% de um salário mínimo.
Isso exige um ajuste severo no estilo de vida. É comum que beneficiários usem o empréstimo para reformar a casa ou comprar um eletrodoméstico, mas acabem passando dificuldades no dia a dia.
Estratégias de economia doméstica tornam-se vitais. Antes de pegar o dinheiro, verifique se a necessidade é urgente ou se o valor pode ser guardado mensalmente sem a incidência de juros bancários.
O crédito deve ser uma ferramenta de progresso ou solução de problemas, não um fardo que impeça a compra de itens básicos de sobrevivência para o idoso ou deficiente.
Planejamento financeiro para quitar o empréstimo
Muitas pessoas utilizam a estratégia de refinanciamento ou portabilidade de crédito para tentar diminuir o valor da parcela. Isso é possível quando as taxas de juros do mercado caem.
Se você já tem um empréstimo, pode transferi-lo para outro banco que ofereça condições melhores. Isso pode liberar um “troco” ou simplesmente reduzir o valor que sai todo mês do seu benefício.
Evite o efeito “bola de neve”. Renovar o empréstimo toda vez que uma parte é quitada impede que você se livre da dívida. O ideal é usar o crédito, quitar e só então avaliar uma nova necessidade.
O planejamento permite que o crédito seja usado de forma saudável. Ter controle sobre as datas de início e fim do contrato traz paz de espírito para o beneficiário e sua família.
Uso do Cartão de Crédito Consignado
O cartão consignado é outra opção disponível, mas exige atenção redobrada. O desconto do mínimo é feito na folha, mas o restante da fatura deve ser pago via boleto.
Se o beneficiário não pagar o total da fatura, os juros do rotativo podem ser altos. Use essa modalidade apenas para compras pontuais e nunca para saques em dinheiro se houver margem para empréstimo comum.
Quando o empréstimo se torna um problema
Se você perceber que não sobra dinheiro para as contas básicas, é hora de procurar ajuda. Existem órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, que auxiliam na renegociação de dívidas.
A lei do superendividamento protege o cidadão e garante que os bancos não podem retirar todo o sustento da pessoa. Manter o mínimo existencial é um direito constitucional que deve ser respeitado.
O uso consciente do crédito como ferramenta de dignidade e autonomia
O acesso ao crédito por quem recebe o LOAS é um direito conquistado que traz liberdade de escolha. Saber que quem é aposentado pelo loas pode fazer emprestimo abre portas para resolver urgências e melhorar a vida.
No entanto, essa liberdade vem acompanhada de uma grande responsabilidade. O uso consciente do crédito consignado evita que um auxílio fundamental se transforme em uma fonte de estresse e dívidas acumuladas.
Avalie suas necessidades, pesquise as melhores taxas e nunca tome uma decisão sob pressão. O dinheiro deve servir para trazer conforto e segurança para você e todos aqueles que dependem da sua renda.
