A Câmara da Serra publicou, nesta terça-feira (20), no Diário Oficial do Legislativo, a exoneração de 14 servidores comissionados vinculados ao gabinete do vereador Marlon Fred Oliveira Matos (PDT). O parlamentar está preso preventivamente desde 15 de dezembro do ano passado, após invadir a residência da ex-namorada, no bairro Alterosas, na Serra, durante a madrugada.
As exonerações foram assinadas pelo presidente interino da Casa, William Miranda (UB), e atingem cargos de apoio parlamentar, assessor parlamentar e assistente parlamentar, com salários que variam entre R$ 2,5 mil e R$ 5,2 mil.
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De acordo com dados do Portal da Transparência do Legislativo serrano, a estrutura do gabinete de Marlon Fred contava com 10 assessores para atividades externas e quatro para funções internas.
Até o momento, a Câmara da Serra não se manifestou publicamente sobre os motivos das exonerações.
Relembre o caso
Segundo o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar (PMES), o vereador não aceitava o fim do relacionamento e teria agredido o atual companheiro da ex-namorada. A PM foi acionada após denúncia feita pela irmã da vítima.
Ainda conforme o registro policial, Marlon Fred pulou o muro do imóvel, alcançou o segundo pavimento da residência e passou a gritar e ameaçar familiares, além de desferir socos e chutes contra o atual namorado da ex-companheira.
Quando os militares chegaram ao local, a irmã da jovem autorizou a entrada na casa e solicitou buscas por uma possível arma de fogo, alegando que o parlamentar costumava portar armamento. No interior do imóvel, os policiais encontraram o vereador, que se recusou a sair e passou a coagir os familiares, que relataram temer pelas próprias vidas.
De acordo com a PM, mesmo após ser informado de que seria detido, o vereador ameaçou os policiais, resistiu à prisão, agrediu os agentes com socos e chegou a ferir um soldado no olho esquerdo. Foi necessário o uso de arma de eletrochoque para contê-lo.
O boletim de ocorrência aponta ainda que, mesmo após a detenção, o parlamentar continuou proferindo ameaças, afirmando que gastaria mais de R$ 500 mil para “tirar os militares da polícia”.
O SN segue acompanhando o caso em busca de novos desdobramentos.
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