O Espírito Santo confirmou o segundo caso de Mpox em 2026, desta vez em um morador da Serra, na Região Metropolitana de Vitória. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SESA), o paciente é um homem na faixa etária de 40 a 49 anos. A primeira confirmação neste ano havia ocorrido em fevereiro, em Colatina, com um paciente de 20 a 29 anos.
De acordo com a SESA, além dos dois casos confirmados, o Estado registrou outras notificações da doença em 2026. Segundo o órgão, seis seguem em investigação e 30 já foram descartadas. Em 2025, o Espírito Santo contabilizou 39 casos confirmados de Mpox.
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O avanço da doença também vem sendo observado no restante do país. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já soma 140 casos confirmados em 2026. A maior concentração está em São Paulo, com 93 registros desde janeiro. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (18), Minas Gerais (11) e Roraima (11). Também há confirmações em Rio Grande do Norte (3), Rio Grande do Sul (3), Santa Catarina (3), Paraná (2), Pará (1), Amapá (1), Ceará (1), Distrito Federal (1) e Sergipe (1).
No ano passado, o Brasil registrou 1.079 casos de Mpox e duas mortes relacionadas à doença.
O que é Mpox
A Mpox é uma doença causada pelo vírus Monkeypox. A transmissão ocorre, principalmente, por contato próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas.
Como a doença é transmitida
O vírus pode ser transmitido por contato direto entre pessoas, inclusive em situações de fala ou respiração muito próxima, com formação de gotículas ou aerossóis de curto alcance. A transmissão também pode ocorrer por contato pele a pele, como toque, beijo e relações sexuais, além do compartilhamento de objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis.
Quais são os sintomas
O sintoma mais comum é a erupção cutânea, que pode se apresentar como bolhas ou feridas e durar de duas a quatro semanas. A doença também pode provocar febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, cansaço e inchaço dos gânglios linfáticos.
As lesões podem atingir o rosto, as palmas das mãos, as solas dos pés, a virilha e as regiões genitais ou anais. O período de incubação costuma variar de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.
Tratamento e risco de gravidade
O tratamento da Mpox é voltado para o alívio dos sintomas, a prevenção de complicações e o manejo clínico do paciente, já que não há medicamento específico aprovado para a doença. A maioria dos casos apresenta evolução leve a moderada.
No entanto, recém-nascidos, crianças e pessoas com imunidade comprometida têm maior risco de desenvolver quadros graves, com possibilidade de lesões extensas, infecções secundárias, encefalite, miocardite, pneumonia e complicações oculares. Em situações mais severas, pode haver necessidade de internação e cuidados intensivos.
