A influenciadora digital Thayna da Rocha Endringer foi presa temporariamente na última quarta-feira (15), durante a Operação Slots, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para desarticular uma organização criminosa investigada por lavagem de dinheiro relacionada a plataformas de apostas on-line ilegais. A prisão ocorreu no condomínio Alphaville Jacuhy, na Serra.
Segundo a PF, a operação foi realizada no Espírito Santo e em outros cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Paraíba e Sergipe.
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Além de Thayna, Flavio dos Santos Medina também foi preso durante a operação. A Polícia Federal, no entanto, não informou o local onde ele foi detido.


Operação cumpriu mandados e bloqueou bens
Durante a ação, os agentes cumpriram 14 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores de até R$ 951,1 milhões, além do sequestro de um imóvel de alto padrão e de veículos de luxo.
A Secretaria de Estado da Justiça (SEJUS) confirmou que Thayna e Flavio deram entrada no sistema prisional capixaba na quarta-feira (15).
Esquema envolvendo bets ilegais
De acordo com a Polícia Federal (PF), a investigação identificou uma organização criminosa suspeita de utilizar empresas de fachada, plataformas de apostas on-line sem autorização para funcionar no Brasil e influenciadores digitais para lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas e ocultar a origem dos recursos.
Segundo a corporação, o grupo promovia bets ilegais que utilizavam indevidamente os símbolos do Sistema de Gestão de Apostas (SIGAP), do Ministério da Fazenda, e do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) para transmitir uma falsa aparência de legalidade aos consumidores.
Ainda conforme a investigação, os valores depositados pelos apostadores eram direcionados para empresas sem autorização para explorar a atividade de apostas, permitindo a movimentação e a distribuição dos recursos obtidos de forma ilícita.
As investigações também apontaram uma evolução patrimonial considerada incompatível com a renda oficialmente declarada pelos investigados, além da utilização de empresas de fachada para ocultar a origem dos valores.
Como medida cautelar, a Justiça determinou a suspensão das atividades das empresas investigadas, proibiu os envolvidos de divulgar plataformas de apostas irregulares e autorizou o bloqueio e o sequestro de bens e valores de até R$ 951,1 milhões, além do sequestro de um imóvel de alto padrão e veículos de luxo.
Defesa contesta acusações
A reportagem de A Gazeta conversou com os advogados dos investigados. Em um primeiro momento, Douglas Luz informou ao veículo que atuava na defesa de Thayna da Rocha Endringer e Flavio dos Santos Medina. Segundo ele, os investigados não possuem relação com o tráfico de drogas e a investigação se concentra nos supostos crimes de lavagem de dinheiro e de ordem tributária. O advogado também afirmou que a defesa pretende solicitar a revogação das prisões temporárias.
Posteriormente, Felippe Ribeiro, que informou atuar exclusivamente na defesa de Thayna, entrou em contato com a reportagem. O advogado esclareceu que a influenciadora e Flavio mantiveram um relacionamento no passado, mas não possuem mais qualquer vínculo. Ele acrescentou que Thayna possui uma medida protetiva contra Flavio.

Felippe Ribeiro também afirmou que a influenciadora é inocente e que essa condição será demonstrada ao longo da instrução processual, por meio da produção das provas cabíveis, em observância ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.
Segundo a defesa, Thayna foi presa no condomínio Alphaville Jacuhy, na Serra, enquanto a Polícia Federal não divulgou o local onde Flavio dos Santos Medina foi preso.
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