A Justiça determinou a soltura da influenciadora Thayná Rocha Endringer, de 23 anos, e de Flávio Medina dos Santos, de 25 anos, investigados em uma operação da Polícia Federal (PF) que apura um suposto esquema milionário de lavagem de dinheiro por meio de plataformas clandestinas de apostas on-line.
A decisão foi assinada pelo juiz Eliezer Mattos Scherrer Junior, que revogou as prisões temporárias e as substituiu por medidas cautelares. Segundo o magistrado, as medidas são suficientes para garantir o andamento das investigações conduzidas no inquérito policial.
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Na decisão, o juiz também destacou o pedido apresentado pela defesa de Thayná, que ressaltou a colaboração da investigada com as autoridades e o fato de ela possuir filhos menores de idade sob sua guarda.
Operação cumpriu mandados em seis estados
A operação foi deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de plataformas clandestinas de apostas on-line.
Thayná Rocha Endringer foi presa em sua residência, localizada no condomínio Alphaville Jacuhy, na Serra. Já Flávio Medina dos Santos foi preso em outro endereço, conforme esclareceu a defesa da influenciadora.
Além das prisões, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão nos estados do Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Paraíba e Sergipe.
Segundo a investigação, o grupo utilizaria plataformas ilegais de apostas e empresas de fachada para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas. De acordo com a PF, a evolução patrimonial apresentada pelos investigados nas redes sociais, considerada incompatível com a renda declarada, também passou a ser analisada durante a apuração.
Durante a operação, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores estimados em R$ 951.140.294, além do sequestro de um imóvel e de veículos de luxo.
Defesa nega vínculo entre os investigados
Em nota divulgada anteriormente, a defesa de Thayná Rocha Endringer informou que não procede a informação de que a influenciadora mantinha vínculo conjugal com Flávio Medina dos Santos.
Segundo os advogados, ambos já estavam separados quando a operação foi deflagrada, não existia convivência conjugal entre eles e as prisões ocorreram em endereços diferentes.
A defesa também afirmou que o fato de ambos integrarem a mesma investigação decorre exclusivamente do objeto da apuração conduzida pelas autoridades, não sendo indicativo de relacionamento pessoal, convivência ou comunhão de interesses.
Ainda conforme a nota, atualmente não existe qualquer relacionamento afetivo, convivência familiar ou vínculo patrimonial entre os dois investigados.
Defesa diz que investigada colaborou com as investigações
Em uma nova manifestação encaminhada à imprensa após a decisão judicial, a defesa, representada pelo escritório Douglas Luz – Advogados Associados, informou que a investigação tramita sob segredo de Justiça e, por isso, não pode divulgar detalhes sobre o inquérito.
Os advogados afirmaram que Thayná Rocha Endringer adotou postura de total colaboração com a Polícia Federal e com o Ministério Público Estadual. Segundo a defesa, a influenciadora prestou interrogatório e apresentou documentos e declarações relacionados aos fatos investigados.
A nota também afirma que a revogação da prisão foi uma decisão acertada e compatível com o avanço das investigações.
Por fim, a defesa declarou que permanece confiante no regular desenvolvimento da apuração e destacou que todo o processo deve respeitar o princípio constitucional da presunção de inocência.
Até o momento, a investigação permanece em andamento, tramita sob segredo de Justiça e não há condenação dos investigados.
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