O adolescente de 17 anos que atropelou e matou Edileuza Oliveira Almeida, de 62 anos, no bairro Feu Rosa, na Serra, afirmou, por meio de seu advogado, que dormiu ao volante no momento do acidente. Segundo o defensor, o jovem teria usado o veículo sem autorização da empresa onde trabalha.
Segundo a defesa, o caso foi um acidente culposo, ou seja, sem intenção de causar dano. O carro desgovernado subiu na calçada da Rua dos Eucaliptos e atingiu Edileuza, que conversava com duas vizinhas em frente ao portão de uma residência. Com o impacto, o portão se abriu e a idosa foi arremessada para dentro do quintal, sofrendo ferimentos graves na cabeça e no tórax. Ela chegou a ser socorrida pelo SAMU, mas não resistiu.
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Câmeras de segurança
A reportagem do Serra Noticiário teve acesso às imagens do acidente ocorrido na tarde de quarta-feira (29), registradas por câmeras de segurança. As imagens mostram um veículo prata invadindo a calçada em alta velocidade e colidindo com o portão de uma residência. As duas mulheres que acompanhavam Edileuza também ficaram feridas – uma, de 74 anos, sofreu um corte na cabeça e foi levada ao Hospital Jayme Santos Neves; a outra, de 69 anos, teve um corte no braço e se recupera bem.
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Fuga do local
Logo após o atropelamento, o adolescente saiu do carro, chegou a conversar com moradores e alegou que o veículo havia perdido o freio, antes de fugir a pé do local. A atitude gerou revolta na família da vítima, que ainda tenta lidar com a perda.
Família devastada
A filha de Edileuza, Suellen, contou que a mãe havia se aposentado recentemente e planejava viajar no início de novembro para visitar parentes em Ecoporanga, no Noroeste do Espírito Santo. Segundo ela, a mãe era muito prestativa e ajudava todos à sua volta. Na tarde do acidente, estava no portão porque havia ido levar uma lata de tinta para uma vizinha.
O adolescente, que não possui CNH por ser menor de idade, se apresentou à delegacia cerca de 24 horas após o ocorrido, o que o deixou fora do estado de flagrância.
Segundo a defesa, o adolescente teria pegado o carro do petshop onde trabalha sem o consentimento da direção da empresa para cobrar um cliente. Durante o trajeto, ainda conforme a versão apresentada pelo advogado André Ronchi, o jovem teria passado mal e dormido ao volante. Ao passar por um quebra-molas, acordou assustado e, em vez de frear, teria acelerado, perdendo o controle do veículo e atropelando as vítimas. A defesa afirma ainda que o adolescente não tinha autorização para usar o automóvel.
A reportagem do Brasil Urgente ES da TV A Tribuna, no entanto, informou que uma pessoa afirmou já ter sido atropelada pelo mesmo adolescente em outra ocasião. A defesa nega essa versão e sustenta que, no episódio citado, o menor estava no carro, mas não dirigia.
Ainda segundo o advogado, o menor se apresentou espontaneamente à polícia e colaborou com as investigações. A Polícia Civil (PCES) segue apurando as circunstâncias do atropelamento. A Polícia Científica (PCIES) esteve no local, e o corpo da idosa foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), em Vitória.
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