Na madrugada da última segunda-feira (09), um bebê de 1 ano e 11 meses foi encontrado sozinho em um apartamento no bairro Jardim Limoeiro, no município da Serra. Moradores do condomínio acionaram a PMES após ouvirem o choro intenso e contínuo da criança.
Segundo vizinhos, ao se dirigirem até o imóvel após ouvirem o choro, perceberam que a porta estava destrancada e que não havia nenhum responsável no local. Diante da situação, entraram no apartamento, constataram que o bebê estava sozinho e permaneceram com a criança até a chegada da equipe policial.
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Situação recorrente
Moradores relataram que não seria a primeira vez que a criança teria sido deixada sozinha, o que aumentou a preocupação dos vizinhos. A PMES confirmou a ocorrência e iniciou os procedimentos no local.
Durante o atendimento, a avó da criança, de 45 anos, chegou ao apartamento e informou que estava responsável pelo neto. Ela afirmou aos policiais que havia saído para procurar a filha, mãe do bebê. Segundo a PMES, a mulher apresentava sinais de embriaguez, como fala alterada e odor etílico.
Diante das circunstâncias, o Conselho Tutelar foi acionado e realizou o acolhimento da criança para garantir sua segurança.
Mãe comparece à delegacia
A mãe do bebê, de 26 anos, foi notificada, compareceu à delegacia e prestou depoimento. Conforme informado pelo Conselho Tutelar, após os procedimentos legais, a criança permaneceu sob os cuidados da mãe.
Prisão da avó
A PCES informou que a avó foi autuada em flagrante pelo crime de abandono de incapaz. Após os trâmites legais, ela foi encaminhada ao presídio feminino de Cariacica. O caso segue sob investigação.
Pai contesta decisão do Conselho Tutelar
Antes da publicação da matéria, o pai da criança, Ramon Leandro Souza dos Anjos, procurou o Serra Noticiário para apresentar sua versão dos fatos.
Em nota enviada à reportagem, ele afirmou que considera que houve negligência por parte do Conselho Tutelar ao devolver o filho à mãe, mesmo, segundo ele, havendo histórico de uso de drogas e álcool e registros anteriores de denúncias.
“Meu filho passou por uma situação grave e, na minha visão, houve negligência por parte do Conselho Tutelar. Mesmo existindo histórico de uso de drogas e álcool por parte da mãe, e mesmo havendo denúncias e registros anteriores, o Conselho Tutelar decidiu devolver a criança para ela”, declarou.
O pai afirmou ainda que tem interesse em assumir a guarda provisória e que não teria tido oportunidade de ficar com o filho após o ocorrido.
“Eu sou o pai da criança, tenho interesse total em cuidar dele, dar proteção, moradia e estabilidade. Porém, fui impedido de ter contato com meu filho e não tive oportunidade de assumir a guarda provisória”, disse.
Ramon relatou também que procurou o Conselho Tutelar para buscar esclarecimentos e oferecer suporte, mas afirma que não recebeu orientações adequadas.
Ele declarou que está à disposição para apresentar documentos e registros às autoridades competentes e que seu objetivo é garantir a segurança do filho.
O Serra Noticiário mantém espaço aberto para manifestação do Conselho Tutelar sobre as declarações do pai e segue acompanhando o caso.
