Em sessão ordinária nesta última quarta-feira (24), a Câmara Municipal da Serra (CMS) teve a primeira reunião após a decisão da Justiça que afastou quatro vereadores réus por corrupção passiva. Entre eles estava o presidente da Casa, Saulinho da Academia (PDT), substituído pelo então 1º vice, Dr. William Miranda (União), que passou a comandar o Legislativo.
Além de Saulinho, foram afastados Cleber Serrinha (MDB) e Wellington Alemão (Rede), que ocupavam as funções de 1º e 2º secretários da Mesa Diretora, e Teilton Valim (PDT), que não integrava a direção. A medida não prevê, neste momento, a convocação de suplentes.
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Com a saída dos dois secretários, o presidente interino designou o vereador Rafael Estrela do Mar (PSDB), que não fazia parte da Mesa, para conduzir os trabalhos. Raphaela Moraes (PP), vice-presidente, permanece na função.
Solidariedade aos colegas afastados por suspeita de corrupção
Durante a sessão, Dr. William Miranda destacou que a Casa de Leis seguirá em parceria com o Executivo para aprovar projetos de interesse da população, mas fez questão de registrar solidariedade aos colegas afastados e deseja o retorno deles.
“Eu quero aproveitar esse momento também e deixar minha palavra de solidariedade aos colegas Saulinho, Serrinha, Wellington Alemão, Teilton. E dizer que nós estamos torcendo muito por vocês, que vocês consigam provar a inocência de vocês e que o mais rápido estejam aqui no nosso convívio, continuando o trabalho de vocês. Um trabalho que deu resultado. Tanto é que todos vocês foram reeleitos e podem contar com essa casa para que a transparência continue prevalecendo. Trabalhamos com muita dignidade, com muita honestidade.”, disse o novo presidente.
Ele afirmou ainda que a Câmara continuará aberta ao diálogo com o prefeito Weverson Meireles (PDT) e que todos os projetos considerados relevantes para os moradores serão votados.
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As acusações contra os vereadores afastados
Os quatro vereadores afastados pela justiça após serem denunciados pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) por corrupção passiva. Segundo a investigação, eles teriam participado de um esquema de propina no valor de até R$ 100 mil ou lote de 6 mil metros quadrados para aprovar uma emenda à um projeto de lei encaminhado pela Prefeitura em 2024.
A denúncia também cita dois ex-vereadores, Luiz Carlos Moreira, presidente do MDB na Serra, e Aloísio Ferreira Santana (MDB ), apontados como mediadores das negociações. Ambos responderão por corrupção ativa.
O juiz Gustavo Grillo, da 2ª Vara Criminal, acatou a denúncia, e o afastamento dos parlamentares foi determinado para impedir interferências no andamento do processo, impedir novos crimes e manter a credibilidade da justiça.
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