O casal Sara e Breno Felipe, denunciaram nas redes sociais que o filho recém-nascido sofreu uma queimadura no pé dentro do Hospital Estadual Jayme dos Santos Neves, na Serra. A publicação feita na noite desta quinta-feira (21), em poucas horas, ganhou grande repercussão nas redes sociais e gerou indignação entre moradores da Serra.
Relato da mãe
Na postagem, a mãe contou que deu entrada no hospital no dia 18 de agosto para indução do parto, por causa de uma gestação de risco em razão da pressão alta. O pequeno José nasceu no dia 19, às 6h, de parto normal. Segundo ela, horas depois, o recém-nascido foi levado para o berço aquecido porque a temperatura estava em 36,2ºC, abaixo do ideal de 36,5ºC.
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A mãe relatou que, durante o procedimento, uma enfermeira teria aquecido um algodão em uma lâmina incandescente e colocado dentro da meia do bebê, que estava com o macacão. O recém-nascido começou a chorar intensamente. Inicialmente, segundo ela, as profissionais atribuíram o choro à fome.
Ainda de acordo com a família, a avó do bebê percebeu um cheiro forte de queimado e notou alteração na cor da roupa. Ao retirar a meia, constatou que o pé já estava queimado. A criança foi levada para a UTI Neonatal (UTIN).
Vídeo Youtube SN:
Estado de saúde
O bebê encontra-se internado no Hospital Infantil, em Vitória, após ser transferido. A mãe informou que uma cirurgia foi marcada para avaliar a profundidade da queimadura e definir o tratamento adequado.
“Meu filho nasceu bem e horas depois prejudicaram nossas vidas de uma forma terrível. (…) Só quero que os responsáveis paguem pelo que fizeram”, escreveu a mãe na publicação.
Atuação parlamentar
O deputado estadual Pablo Muribeca (Republicanos) informou que já acompanha o caso e que buscará esclarecimentos sobre a conduta da equipe do hospital.
Pedido de resposta
A reportagem do Serra Noticiário entrou em contato com a Secretaria de Estado da Saúde (SESA) para esclarecer o ocorrido, questionando quais providências já foram tomadas em relação ao caso e sobre a assistência prestada ao bebê e à família.
Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação oficial.
