Nesta quarta-feira (19), são celebrados os 176 anos da Insurreição de Queimado, um marco histórico no Espírito Santo. Para lembrar e exaltar a relevância desse evento, uma série de atividades será promovida no município da Serra. Entre os dias 19 e 30 de março, a programação inclui o Cine Queimado, caminhada noturna, celebração inter-religiosa, apresentações culturais, sessão solene e corrida.
Com o objetivo de resgatar a memória desse importante episódio e fortalecer a valorização da cultura afro-brasileira, as ações são promovidas pelo Fórum Chico Prego, com apoio da Prefeitura da Serra (PMS), por meio da Secretaria de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer (SETUR).
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“O nosso município abriga o local de um dos maiores movimentos contra a escravidão no Estado. Incentivar as tradições históricas de nosso município, contribuindo para o fortalecimento e preservação da cultura, é um dos nossos compromissos”
Anderson Madeira
Secretário de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer da Serra
A Insurreição de Queimado, ocorrida em 19 de março de 1849, é reconhecida como o principal movimento contra a escravidão no Espírito Santo, com impacto nacional.
Programação especial
As atividades começam nesta quarta-feira (19), com a inauguração do Cine Queimado, no Centro Cultural Eliziário Rangel, em São Diogo I. No sábado (22), acontece a tradicional 13ª Caminhada Noturna dos Zumbis Contemporâneos rumo a Queimado. A concentração será às 21h, em frente à Igreja Matriz, na Serra Sede, com saída a partir da estátua de Chico Prego. Serão cerca de 17 km de percurso, com estrutura de apoio, incluindo pontos de hidratação, banheiros, paradas para descanso e lanche. As inscrições estão abertas e podem ser feitas online.
No domingo (23), haverá a 26ª Celebração Inter-Religiosa e um manifesto afro-popular nas ruínas de Queimado, às 9h. Para fechar a programação, no dia 30, ocorre a 2ª edição da Corrida Chico Prego, com largada às 7h em frente à Igreja Matriz, também na Serra Sede, e chegada às ruínas de Queimado.
Insurreição de Queimado
A Insurreição de Queimado foi um dos maiores movimentos contra a escravidão no Brasil. Ela foi liderada por Chico Prego, João da Viúva e Elizário, que mobilizaram mais de 300 pessoas escravizadas, entre homens e mulheres, para lutar pela liberdade prometida e não cumprida.
A revolta teve início após a promessa de alforria, feita pelo frei Gregório José Maria de Bene, não ser cumprida no dia da inauguração da Igreja de São José do Queimado, em 19 de março de 1849. O movimento foi brutalmente reprimido. Cinco líderes foram condenados à morte, entre eles Chico Prego, que foi enforcado em 11 de janeiro de 1850. Apesar da repressão, a Insurreição é lembrada como um símbolo de resistência e luta pela liberdade.
Hoje, a Insurreição de Queimado é comparada à Guerra dos Palmares e permanece como um dos capítulos mais significativos da história do Brasil.
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