Nesta terça-feira (14), a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Serra, divulgou a prisão de dois indivíduos, Gustavo Santos de Barros, de 21 anos, e Josué Gonçalves, de 29 anos, investigados pela morte do vigilante Vanderli Ferreira Costa, de 37 anos, ocorrido no dia 16 de outubro de 2023, enquanto trabalhava em uma linha férrea da mineradora Vale, no bairro Central Carapina, no município da Serra.
Investigações
De acordo com o chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Rodrigo Sandi Mori, após a análise de imagens e denúncias, a DHPP Serra conseguiu identificar primeiramente um adolescente de 15 anos, que teria participado do crime. Ele foi localizado, conduzido à delegacia e ouvido na presença do responsável, onde confessou a participação no crime e confirmou a participação de Gustavo e Josué.
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Após ser interrogado, o adolescente foi levado até o local do crime pela equipe da DHPP Serra e, com a perícia para fazer a reconstituição do crime.
Prisões
No dia 30 de outubro de 2023, em uma operação da DHPP Serra no bairro Cidade Pomar, foi realizada a prisão de Gustavo, que foi o responsável por efetuar o disparo de arma de fogo que ocasionou a morte da vítima. Ele foi ouvido na delegacia e também confessou sua participação no crime. Já no dia 6 de janeiro deste ano, foi realizada a prisão de Josué no bairro Civit.


Mandante do crime
O delegado Rodrigo Sandi Mori explicou que, mesmo após as prisões, as investigações sobre o caso continuam, já que há ainda um terceiro indivíduo, identificado como André Barbosa, conhecido como “André Cabeludo”, de 41 anos, acusado de ser o mandante, e que continua foragido.
André Barbosa estava preso, mas foi beneficiado pelo regime semiaberto em uma saidinha. Ele acabou fugindo do presídio e não retornou, continuando a praticar crimes. Isso demonstra, segundo o delegado, que ele tem potencial envolvimento com o submundo do crime e coloca em risco a tranquilidade e a paz dos moradores do bairro Central Carapina, com a prática de roubos, homicídios e ataques a gangues.

O adolescente, que participou do crime e confessou o envolvimento, segue em liberdade, já que a apreensão dele ainda depende de decisão judicial para que seja encaminhado a um centro socioeducativo.
Motivação do crime
Ainda de acordo com o delegado Rodrigo Sandi Mori, o crime foi motivado pela disputa entre gangues pelo controle do tráfico de drogas na região conhecida como “favelinha”.
Latrocínio
Vanderli foi morto enquanto aguardava a chegada de trens na linha férrea. A rotina dele e de seus colegas era conhecida pelos criminosos, que se esconderam em uma área de mata próxima, planejando roubar armas e coletes. No entanto, os vigilantes trabalhavam desarmados.
Os acusados usaram uma submetralhadora caseira. Conforme as investigações, o atirador pretendia dar um disparo de advertência por cima do veículo, mas o tiro atravessou o vidro do carro e atingiu a cabeça de Vanderli. Neste momento, o parceiro de trabalho de Vanderli saiu do veículo assustado, o que fez os criminosos fugirem do local, pensando que o parceiro da vítima iria revidar o ataque.
No momento da fuga o adolescente deixou para trás um par de chinelos usados, que acabou sendo utilizado como prova no exame de DNA.
O delegado Rodrigo Sandi Mori comentou sobre a gravidade do crime: “Trata-se de uma imagem muito forte, por isso nós não vamos divulgar nesta oportunidade, principalmente em respeito à própria família. Mas é uma imagem que choca, que revolta, que chama atenção. Em 10 anos trabalhando na DHPP, eu nunca havia visto uma imagem como essa. O mínimo que nós poderíamos fazer por essa família, por essa vítima, pelos trabalhadores do local, era justiça.“
Vídeo YouTube SN:
Roubo em 2022
A vítima já havia sido roubada na mesma área em dezembro de 2022 enquanto trabalhava e, mesmo assim, continuava sua rotina desarmada. A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou os três acusados por latrocínio consumado, tentativa de latrocínio, associação criminosa e corrupção de menores. Também foi representada a internação do adolescente, que segue aguardando a decisão do juiz.
Vanderli Ferreira Costa trabalhava há 14 anos como vigilante e estava há um ano na área da Vale. Ele deixou uma esposa e um filho de oito anos.
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A Polícia Civil segue em busca de informações para capturar o mandante do crime. O delegado Rodrigo Sandi Mori reiterou que denúncias podem ser feitas pelo disque denúncia 181 ou pelo perfil da DHPP Serra no Instagram de forma totalmente anônima.
Sabe de alguma coisa?
A Polícia Civil sempre destaca que a população tem um papel importante nas investigações e pode contribuir com informações de forma anônima através do Disque-Denúncia (181) ou do perfil oficial da Delegacia de Homicídios Serra no Instagram: @DHPP.Serra
O anonimato é garantido e todas as informações fornecidas são investigadas.
A reportagem do Serra Noticiário continuará acompanhando as ações da DHPP Serra e, quando houver novas informações, atualizaremos nossos leitores.
