A Polícia Civil (PCES), por meio da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, esclareceu o homicídio de Rafael Alexandre da Cruz, de 25 anos ocorrido no bairro Parque Residencial Mestre Álvaro, na Serra. Rafael foi baleado na noite do dia 12 de abril deste ano, mas seu corpo só foi encontrado no dia seguinte, no quintal de uma casa.

A coletiva esclarecendo sobre homicídio de Rafael ocorreu após o último envolvido no crime ter sido morto durante a megaoperação realizada na última terça-feira (28) pelas forças de segurança do Rio de Janeiro que resultou na morte de Alisson Lemos Rocha, de 27 anos, conhecido como “Russo” ou “Gordinho do Valão”.
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Quem era Alisson Lemos Rocha
De acordo com as investigações, Alisson Lemos Rocha mantinha influência ativa sobre o tráfico mesmo após fugir do Espírito Santo. De dentro do Complexo do Alemão, ele continuava a comandar operações criminosas e repassava ordens a comparsas na Serra, consolidando-se como um dos criminosos mais influentes do bairro Barro Branco, região considerada estratégica por estar próxima a Nova Carapina, área de forte atuação do tráfico na Grande Vitória.
Motivação para homicídio de Rafael
De acordo com o delegado Pedro Henrique, adjunto da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, as investigações apontaram que Rafael, usuário de drogas, foi até o Barro Branco para comprar entorpecentes e acabou sendo reconhecido por Alisson e seus comparsas, Hérick Vicente Souza, o “Da Roça”, de 26 anos, e Júlio César Lima Anatório Vieira Cabidelle, conhecido como “Juninho Capeta”, de 19 anos. O trio decidiu executá-lo por causa de desavenças antigas relacionadas ao tráfico local.


Câmeras de segurança
Imagens de câmeras da Prefeitura Municipal da Serra (PMS) registraram apenas trechos da dinâmica do homicídio, pois o dispositivo fica alternando entre diversos ângulos. Contudo, as imagens mostram o momento em que os criminosos chegaram de carro ao local, por volta das 22h50, perseguindo e atirando contra Rafael.
No momento dos disparos, havia diversos moradores no entorno da praça do bairro, que ficaram desesperados com o tiroteio, o qual deixou marcas em comércios.
Segundo o delegado, Alisson dirigia o veículo, enquanto “Juninho Capeta” usava uma submetralhadora caseira para efetuar os disparos, e “Da Roça” permanecia no carro para garantir a fuga.
Vídeo YouTube SN:
Corpo da vítima foi encontrado no dia seguinte
Rafael, mesmo baleado, conseguiu escapar de Juninho Capeta ao pular dentro do quintal de uma residência, escondendo-se embaixo de uma escada. No entanto, não conseguiu socorro antes de falecer, e seu corpo só foi encontrado na manhã de domingo.
Gordinho do Valão seguiu liderando do Complexo do Alemão
Mesmo escondido no Rio de Janeiro, Alisson continuava dando ordens à sua quadrilha na Serra. A polícia identificou que Hérick Vicente Souza, o “Da Roça”, atuava como seu braço direito e repassava as determinações diretamente do Complexo do Alemão. Hérick foi preso em agosto, enquanto “Juninho Capeta” acabou morto em confronto com a Polícia Militar (PMES) em Vila Velha.

O delegado Pedro Henrique destacou que Alisson era considerado extremamente perigoso e explicou que a fuga para o Rio de Janeiro segue um padrão entre criminosos capixabas, que acreditam encontrar na capital fluminense um refúgio mais seguro. Segundo ele, essa movimentação ocorre porque a Serra é um território amplamente monitorado pela DHPP Serra, o que dificulta a permanência de foragidos na região.
Atualização:
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