Na última quinta-feira (30), a Polícia Civil (PCES) prendeu Karine Gabrielly De Bem Moreira, de 18 anos, no bairro Barro Branco, na Serra. Ela é esposa do traficante Alisson Lemos Rocha. O traficante foi morto na última terça-feira (28) durante uma megaoperação das forças de segurança do Rio de Janeiro, realizada nos complexos do Alemão e da Penha.

De acordo com as investigações, após ser informada sobre a morte do marido, Karine teria iniciado a retirada de armas e drogas que estavam escondidas na casa onde o casal vivia. A prisão aconteceu depois de denúncias anônimas apontarem uma movimentação suspeita no imóvel.
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Durante a ação, os policiais encontraram uma barra de maconha e vários “catuques” – bilhetes trocados entre presos e pessoas fora dos presídios. O material foi apreendido e levado para a Delegacia Regional da Serra.

Segundo o delegado adjunto do Departamento Especializado de Narcóticos (DENARC), Felipe Pimentel, a jovem já tinha três passagens por tráfico de drogas, cometidas antes de atingir a maioridade em abril deste ano. A Polícia Civil continua investigando o envolvimento de Karine nas atividades criminosas do marido. A mulher foi autuada por tráfico de drogas e permanece à disposição da Justiça.
Quem era Alisson Lemos Rocha
Alisson Lemos Rocha, conhecido como “Russo” ou “Gordinho do Valão”, era morador de Nova Carapina, na Serra, e estava foragido no Rio de Janeiro. Investigado pela DHPP Serra pela morte de Rafael Alexandre da Cruz, de 25 anos, ocorrida em 12 de abril deste ano no Residencial Mestre Álvaro, ele já havia integrado o Primeiro Comando de Vitória (PCV), embora não fizesse parte da liderança do grupo.

Atualização sobre a megaoperação no Rio de Janeiro
Durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (30), o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Filipe Cury, atualizou os números da megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão. Conforme o secretário, a ação resultou em 121 mortes – sendo 117 suspeitos e quatro policiais – e na prisão de 113 pessoas, das quais 33 são oriundas de outros estados.
Cury destacou ainda que, entre os mortos, 42 tinham mandados de prisão em aberto e 78 possuíam antecedentes criminais por delitos graves, como homicídio, tráfico de drogas, organização criminosa e roubos, entre outros.
As forças de segurança também apreenderam dez adolescentes, 118 armas de fogo, 14 artefatos explosivos, milhares de munições, dezenas de carregadores e toneladas de entorpecentes. Os dados oficiais, no entanto, divergem dos números divulgados pela Defensoria Pública, que contabilizou 132 mortes até a manhã da última quarta-feira (29).
