A Justiça decidiu levar a júri popular três homens acusados de envolvimento na morte do taxista Rodinei Gleison de Oliveira, de 39 anos, assassinado em 2 de agosto de 2020, na Serra, durante o período da pandemia. A sessão está marcada para a tarde desta quinta-feira (26), conforme decisão do Juízo da 3ª Vara Criminal da Serra.
Vão a julgamento Alisson Ferreira de Araújo, Gleidson Silveira Leão e Reginaldo Júnior Martins Soares. A investigação também identificou a participação de um adolescente no crime.
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Motivação
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), o homicídio ocorreu após integrantes do tráfico de Balneário de Carapebus desconfiarem que o taxista repassava informações à Polícia Militar sobre pontos de armazenamento de drogas. Poucos dias antes do crime, a PM realizou uma grande apreensão de entorpecentes no bairro.
Segundo o MPES, Rodinei realizava corridas para Alisson e outros integrantes do tráfico e, em algumas ocasiões, transportava drogas. Após a apreensão, o grupo passou a suspeitar que ele colaborava com a polícia. Na decisão judicial, consta que Alisson teria desconfiado da vítima e, supostamente, determinado que comparsas a matassem.
Cilada
No dia do crime, o taxista recebeu um chamado para uma corrida. Ao chegar ao bairro, dois acusados entraram no veículo, enquanto uma terceira pessoa seguiu o carro em outro automóvel. Durante o trajeto, um dos ocupantes chamou o motorista pelo nome e, quando ele se virou para responder, efetuou o disparo. A vítima ainda tentou acelerar, mas foi atingida por novos tiros e colidiu contra um muro.
Após a colisão, os ocupantes abandonaram o táxi, entraram no veículo que os acompanhava e fugiram. A polícia prendeu os envolvidos entre 2020 e 2021.
O Ministério Público sustenta que o grupo agiu por motivo torpe e utilizou recurso que dificultou a defesa da vítima, já que ela foi surpreendida durante o trabalho por um ataque praticado em superioridade numérica.
Versão dos acusados
De acordo com a colunista de A Gazeta, Vilmara Fernandes, os advogados dos réus não foram localizados. Em depoimento à Justiça, Gleidson Silveira Leão e Reginaldo Júnior Martins Soares negaram participação no homicídio e afirmaram que não sabiam que o crime ocorreria. Alisson Ferreira de Araújo também negou envolvimento, declarou que era amigo da vítima e afirmou que nunca teve desentendimento com ela.
