No último dia 17, familiares e amigos de Sara Conceição, desaparecida no bairro de Porto Canoa, na Serra, desde 13 de novembro de 2022, estiveram no Fórum do bairro São Geraldo. O motivo, cobrando justiça e celeridade do processo judicial. Segundo os familiares, foi uma audiência marcada para o dia 17, às 13h30. De acordo com eles, a expectativa era de que a sessão ocorresse presencialmente, mas, ao chegarem ao local, foram informados de que a audiência seria de forma online.
Segundo os próprios familiares que conversaram com a reportagem do Serra Noticiário, o suspeito do desaparecimento de Sara, Diógenes Ferreira de Freitas, participou da audiência por videoconferência de sua residência, enquanto os parentes da jovem afirmam que não receberam instruções claras sobre o formato da audiência. A situação gerou revolta e intensificou os pedidos por justiça e celeridade no andamento do caso.
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A reportagem teve acesso a uma decisão da Justiça que especifica que a audiência seria realizada de forma online e já disponibiliza o link para participação online. Apesar disso, a reportagem entrou em contato com o Tribunal de Justiça do ES para apurar os pontos levantados pela família de Sara.
Vídeo Youtube SN:
Suspeito solto e morando perto da família de Sara
O suspeito Diógenes Ferreira de Freitas está em liberdade provisória, o que tem gerado preocupação e insegurança na família de Sara. A tia relatou que ele mora próximo à residência da família, o que causa medo constante:
“Todos os passos que eu dou, eu o vejo ele lá na rua. A minha vida e a da minha família estão correndo perigo […] Então eu peço que a juíza olhe com cuidado e carinho pra isso.”
A tia de Sara reforçou que a falta de resposta judicial agrava o sofrimento da família, que até hoje não sabe o que aconteceu com Sara.
Família busca respostas há mais de um ano
Sara Conceição desapareceu em 13 de novembro de 2022, após entrar na casa do suspeito, conforme mostram imagens de câmeras de segurança. Segundo a família, ela entrou, mas não saiu mais. As investigações apontam que o suspeito teria tentado desqualificar Sara, alegando que ela seria garota de programa.
A tia rebateu a acusação:
“Sara trabalhava no mercado, em um atacadão. Não era isso que ela fazia. Por que a justiça não olha isso com mais cuidado?”
Ela destacou ainda o sofrimento de não saber o destino da sobrinha:
“É muito fácil quando alguém da sua família morre: você vai lá, enterra e sabe onde está o corpo. E pra nós? que somos deixados no vácuo, sem saber o que aconteceu?”
A família espera que o Judiciário retome o caso com mais urgência e cuidado, garantindo transparência e justiça no acompanhamento do processo. A tia de Sara pediu diretamente à juíza:
“Eu te peço, pela misericórdia, olha pela nossa família. Eu te peço, em nome de Jesus, olhe pra gente com mais carinho. Nossa família busca por justiça.”
Reportagem entrou em contato com o Tribunal de Justiça do ES
Diante das acusações por parte da família de Sara, na última sexta-feira (18), nossa reportagem entrou em contato com o Tribunal de Justiça do ES para pedir esclarecimentos. Em nota, questionamos se de fato houve um cancelamento dessa suposta audiência que estava marcada para a data citada. Além disso, questionamos se houve mesmo falha no sistema realmente impediu a presença dos familiares de Sara nessa audiência.
No entanto, até o momento desta publicação, não obtivemos respostas. O Serra Noticiário continua acompanhando o caso de perto e permanece no aguardo de uma resposta para trazer mais atualizações.
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