Nesta quinta-feira (13), a Guarda Civil Municipal de Vitória (GCMV) prendeu, pela segunda vez neste ano, um sujeito de 33 anos depois que ele entrou à força na casa da mãe, fez ameaças e exigiu dinheiro. Os agentes chegaram rapidamente ao imóvel após a vítima acionar o Botão Maria da Penha. Esta foi a segunda detenção do indivíduo em 2025 por ataques contra a própria mãe.
Dispositivo de segurança
“O dispositivo colabora para a proteção de mulheres e fiscalização das medidas protetivas. Logo que o botão foi acionado, nossa equipe foi em prioridade para a residência da vítima, onde localizamos o suspeito. Ele havia pulado o muro e entrado na casa, onde chegou a ameaçar a mãe e exigir que ela entregasse dinheiro”, contou o inspetor Rocha, da Guarda de Vitória.
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A vítima possui medida protetiva contra o filho, que tem histórico de agressões e dependência química. Segundo relato da mulher, o suspeito costuma provocar danos materiais na casa durante crises.
Em junho, os agentes já haviam detido o mesmo sujeito por condutas semelhantes, mas ele foi liberado por meio de alvará de soltura. Um dia antes da nova prisão, no aniversário do suspeito, ele invadiu novamente o imóvel e levou R$ 50, mas a vítima não acionou o botão de emergência.
Após a prisão, os agentes encaminharam o indivíduo à Delegacia Regional de Vitória para os procedimentos legais. O inspetor Rocha reforçou o compromisso da corporação: “A Guarda de Vitória vai atuar quantas vezes forem necessárias para conter condutas ilícitas”.
Vitória segue há 522 dias sem registrar feminicídios, resultado de ações contínuas de enfrentamento à violência contra a mulher. A comandante Dayse Barbosa destacou que todos os 421 guardas municipais estão capacitados para identificar e atender casos de violência doméstica com agilidade e sensibilidade. O Botão do Pânico, integrado à Central de Monitoramento, fortalece a resposta imediata e garante o cumprimento das medidas protetivas.
Além das ações operacionais, a Gerência de Formação e Atenção Psicossocial (Gfap) realiza atividades educativas em escolas da rede municipal. As intervenções lúdicas promovem o respeito entre os gêneros, ajudam meninas a reconhecer e denunciar situações de violência e também buscam prevenir a formação de novos agressores.
