Investigações da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) revelam uma crise interna na facção Primeiro Comando de Vitória (PCV), conhecida como a maior do Estado. Conforme a Polícia Civil, membros do grupo começaram a atacar áreas tradicionais da facção, resultando em mortes e feridos. O motivo? Antigas lideranças querem abandonar o PCV.
Líderes que querem sair do PCV
A Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (SESP) identificou os líderes que desejam sair do PCV: Wagner Mendes (Dedego), Marcelo José Furtado (Marcelinho do Vale do Sol), Cleuton Gomes Pereira (Frajola) e Wesley Torres de Oliveira (Sepé).
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Antigos membros da facção não respeitam as novas lideranças
O delegado Romualdo Gianordoli, chefe da Subsecretaria de Inteligência, informou que, desde as prisões dos chefes do tráfico da facção, as lideranças do Primeiro Comando da Vitória (PCV) mudaram, o que não agradou os antigos membros, que estão no grupo desde sua criação. Esses antigos membros, não querem mais pagar taxas ao PCV nem seguir as ordens dos novos líderes, os quais não respeitam.
Gianordoli acrescentou que eles não têm mais respeito pelas novas lideranças que ficaram e não querem mais receber ordens. Mesmo desejando sair, esses antigos membros ainda não se aliarão ao grupo rival, Terceiro Comando Puro (TCP), mas agora se identificam apenas como Comando Vermelho (CV). As novas lideranças, que assumiram após a prisão dos antigos líderes, não são aceitas pelos antigos membros, que estão insatisfeitos com a situação atual.
Ligação entre PCV e Comando Vermelho
Carlos Alberto Furtado da Silva (Beto) fundou o PCV após ter contato com membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) em um presídio federal. Inspirado na facção paulista, Beto redigiu o estatuto do PCV. Posteriormente, o grupo se aliou ao Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro, para adquirir armas, drogas e apoio. A sede do PCV está localizada nos bairros Bonfim e da Penha, na capital.
Morte ou conversão
O estatuto do PCV estabelece apenas duas maneiras de sair da facção: pela morte ou convertendo-se aos princípios de uma igreja. Por essa razão, os territórios das antigas lideranças sofrem ataques. As regiões comandadas por Dedego, como Cobi de Baixo, Cobi de Cima e São Torquato em Vila Velha, e Jardim Botânico em Cariacica, são os principais alvos dos ataques.
Aumento na violência
Os números comprovam que a região da Grande Vitória tem sido palco de violentos confrontos armados e execuções. Nas últimas semanas, vários incidentes foram registrados, resultando em múltiplas mortes e feridos. Os ataques ocorreram em bairros como Cobi de Cima, Jardim Botânico e Cobi de Baixo, afetando tanto moradores quanto comerciantes locais. Essa onda de violência reflete os conflitos internos no Primeiro Comando de Vitória (PCV) e a luta pelo controle dos territórios.
A Polícia Civil monitora de perto essa situação, especialmente após a decisão dos antigos líderes de deixar o PCV e a emissão de decretos de morte contra eles pela cúpula da facção.
A reportagem do Serra Noticiário continuará acompanhando as investigações da Polícia Civil, e quando houver novas informações, voltaremos para atualizar nossos leitores.
