Um caso inusitado chamou a atenção da equipe de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em Itajaí, Santa Catarina, em janeiro de 2025, mas só teve repercussão na última semana. Uma mulher tentou convencer os profissionais de saúde a vacinar sua boneca bebê reborn, um brinquedo hiper-realista que ela tratava como se fosse real. O objetivo era gravar o procedimento para compartilhar nas redes sociais.
Mulher tenta vacinar bebê reborn em Unidade de Saúde
A situação ficou ainda mais confusa porque a mulher estava acompanhada de sua filha biológica de 4 anos, o que inicialmente levou os funcionários da UBS a acreditarem que se tratava de uma solicitação legítima para vacinação infantil. No entanto, ao perceberem que a mulher segurava uma boneca reborn, os profissionais negaram o pedido.
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A mulher solicitou que os profissionais aplicassem uma injeção na boneca, argumentando que seria apenas uma simulação simples para publicação em suas redes sociais.
Equipe médica da UBS negou o pedido da mulher
No entanto, a equipe da UBS rejeitou o pedido, explicando que os insumos públicos são destinados exclusivamente para uso em seres humanos e que desperdiçá-los em um procedimento fictício seria antiético e ilegal. Além disso, destacaram que vacinas são recursos valiosos e devem ser preservados para proteger a saúde pública.
A equipe da UBS ainda relatou que a mulher retrucou, exigindo que a vacina fosse aplicada na boneca dizendo: “O que tem? É só abrir uma seringa, só abrir uma agulha e fingir que deu.“
Diante da recusa, a mulher demonstrou indignação e deixou o local exaltada, criticando a decisão dos profissionais. Após o ocorrido, a gerência da unidade emitiu um alerta para outras UBSs da região, avisando sobre a possibilidade de a mulher tentar repetir o mesmo procedimento em outro local.
O episódio reflete a crescente popularidade dos bebês reborn. A prática de levar esses bonecos a espaços públicos, como hospitais e unidades de saúde, tem gerado debates sobre os limites entre hobbies pessoais e a correta utilização de serviços públicos.
Caso semelhante ocorreu na Bahia
Um caso semelhante a esse ocorreu na Bahia. No último domingo (18), uma jovem, sofrendo de depressão, levou sua bebê reborn para atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município de Guanambi, na Bahia. Assim como ocorreu em Itajaí, a equipe médica da UPA também se recusou a realizar o atendimento. Em seguida, encaminhou a jovem de volta para sua família.
Autoridades se movem para proibir atendimentos a bebês reborn
A situação serviu de alerta para as autoridades locais, que reforçaram a necessidade de conscientização sobre o uso adequado de recursos públicos. Recentemente, o deputado estadual Pablo Muribeca (Republicanos) entrou com um projeto de lei para proibir atendimento médico para bebês reborn em todoas as unidades e hospitais de saúde do Espírito Santo.
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