A rotina de moradores da Serra foi interrompida no final da madrugada desta sexta-feira (19). Linhas do Sistema Transcol que atendem os bairros Cidade Pomar, Eldorado e Nova Carapina II deixaram de circular após a noite de violência que terminou com a morte de um suspeito em confronto com a Polícia Militar e o incêndio de um ônibus coletivo.
A Ceturb-ES confirmou a suspensão e informou que “assim que a situação se normalizar, os itinerários originais voltarão a ser cumpridos”. Entre as linhas afetadas estão as 809, 824, 825 e 856, que partem do Terminal de Laranjeiras.
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Vídeo Youtube SN:
Sindicato confirma paralisação
Um diretor do Sindirodoviários-ES esteve cedo na região e relatou que nenhum ônibus sairia do terminal enquanto não houvesse reforço de viaturas da Polícia Militar nos bairros. “Os trabalhadores não podem se arriscar em meio a esse clima de insegurança”, disse.
Patrulhamento reforçado
A Guarda Civil da Serra informou que está intensificando as rondas em Cidade Pomar e Nova Carapina, áreas onde houve registro de maior tensão após o confronto.
Toque de recolher após morte do “Famosinho”
Conforme noticiado em primeira mão pelo Serra Noticiário, na noite de quinta-feira (18), durante patrulhamento da Força Tática no bairro Cidade Pomar, houve troca de tiros com três suspeitos armados. Um deles, Adeniel Pacatuba Felix, o “Famosinho”, foi baleado, socorrido à UPA de Serra Sede e morreu pouco depois. Com ele, a polícia diz que apreendeu uma pistola calibre 9mm, carregador e munições.
A reportagem apurou ainda que comerciantes foram orientados por traficantes a fechar mais cedo as portas na noite de quinta-feira, e que moradores relataram disparos de fogos de artifício por horas seguidas, devido a morte do suspeito conhecido como “Famosinho”.
Família de suspeito nega confronto com a PM
Familiares contestam a versão oficial da Polícia Militar sobre a morte de Adeniel Pacatuba Felix, conhecido como “Famosinho”.
Nesta manhã de sexta-feira, em mensagens enviadas ao Serra Noticiário, um irmão da vítima afirmou que “ele estava com a perna machucada e não correu de polícia não” e que “ele não tinha arma nenhuma, os PM forjaram”. O parente acrescentou que a morte aconteceu no dia do aniversário da mãe deles: “O presente que o policial deu foi meu irmão morto”.
Segundo ele, Adeniel já estava rendido e conversava com os militares quando foi baleado: “Logo em seguida o PM começou a atirar nele. O motivo é porque não gostava dele. Se não gostava, levava preso. Covardia, isso foi covardia”.
A reportagem do SN segue acompanhando o caso em busca de novas informações.
