Uma manifestação realizada na manhã desta sexta-feira (09), em frente ao prédio-sede da Prefeitura da Serra, cobrou o pagamento de salários atrasados e do tíquete-alimentação de trabalhadores terceirizados que atuam na limpeza e conservação. O ato contou com a presença do Sindilimp-ES e do deputado estadual Pablo Muribeca, segundo informações apuradas pelo Serra Noticiário.
De acordo com o sindicato, os funcionários da empresa responsável pelo serviço estariam sem receber o salário de dezembro, que deveria ter sido pago no início de janeiro, além de relatarem atraso no tíquete-alimentação. Durante o protesto, o Sindilimp-ES afirmou que poderia deflagrar greve por tempo indeterminado caso a situação não fosse resolvida.
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Prefeitura prometeu pagamento até as 15h, diz fonte do SN
O Serra Noticiário também teve acesso a vídeos gravados no local (veja abaixo) que mostram o deputado estadual Pablo Muribeca acompanhando e conduzindo funcionárias até o gabinete do prefeito Weverson Meireles (PDT), em meio à mobilização, para cobrar uma solução imediata sobre os atrasos. Nas imagens, após a ida ao gabinete, o grupo deixa o local informando que recebeu a promessa de que o pagamento seria realizado ainda nesta sexta-feira.
Vídeo YouTube SN:
Documento do sindicato fala em greve por tempo indeterminado
O Serra Noticiário teve acesso ao documento do Sindilimp-ES que comunica formalmente a possibilidade de paralisação. No texto, o sindicato afirma que as tentativas de conciliação entre a entidade e a empresa teriam sido frustradas e cita como motivo o atraso no pagamento do salário de dezembro, vencido no quinto dia útil de janeiro de 2026, além do atraso do ticket alimentação referente a janeiro.
Ainda conforme o documento, o sindicato informa que a greve seria deflagrada pela categoria representada, por tempo indeterminado, e que a paralisação teria início 24 horas após a notificação. O texto menciona trabalhadores contratados pela empresa e que prestam serviços para a Câmara Municipal da Serra.
A reportagem destaca que se trata de funcionários de empresa terceirizada, o que envolve, em regra, o repasse do município à empresa contratada e, posteriormente, a efetivação do pagamento aos trabalhadores. Até o momento, não há informação confirmada se o repasse não foi realizado pela prefeitura, se houve repasse e a empresa não efetuou os pagamentos, ou se ocorreu outro entrave administrativo.
O Serra Noticiário segue acompanhando o caso e mantém o espaço aberto para posicionamento da Prefeitura da Serra, da empresa responsável pelos contratos e do sindicato.
