O pinscher Eros, de quase 3 anos, morreu na manhã desta quinta-feira (23) após sofrer uma agressão no último domingo (19), no bairro Divinópolis, na Serra. O cachorro foi atingido na cabeça por uma pedra arremessada por um homem que passava pela rua, enquanto acompanhava a filha de 4 anos de sua tutora, que havia saído de casa para chamar um parente.
Eros foi atingido por uma pedrada na rua de casa
Conforme apurado pelo Serra Noticiário, a família almoçava quando o portão ficou aberto por instantes. A filha, de 4 anos, saiu ao quintal e Eros a acompanhou. Um homem, já com uma pedra nas mãos, ameaçou arremessá-la contra um cão maior da casa, que conseguiu correr. Em seguida, ao ver o cachorro menor (Eros) avançar, ele lançou a pedra e o atingiu na região da cabeça, que caiu no asfalto e começou a convulsionar. A família socorreu o animal e o levou a uma clínica veterinária.
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O impacto da pedra arremessada foi tão forte que Eros caiu imediatamente, sem conseguir se levantar, com ferimentos graves no olho e traumatismo craniano. Ele foi internado em estado crítico em uma clínica veterinária, onde permaneceu até sofrer uma parada cardiorrespiratória nesta quinta, não resistindo aos ferimentos.
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Família diz ter perdido “xodó” e companheiro da criança
Eros era descrito pela família como um cahcorro carinhoso, dócil e extremamente apegado à menina de 4 anos. Sua morte deixou a casa em luto. “Ele iria completar 3 anos em dezembro. Era o xodó da família”, relataram os tutores à reportagem.
Suspeito se apresentou na delegacia após divulgação do caso
O crime foi flagrado por uma câmera de segurança, o que facilitou a identificação do agressor. Na terça-feira (21), o suspeito procurou espontaneamente a Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente e prestou depoimento. Segundo a polícia, ele alegou ter agido “por reflexo”, justificativa considerada insuficiente pelo delegado Leandro Piquet, titular do Núcleo de Proteção Animal, que indiciou o homem por maus-tratos.
Apesar disso, o delegado destacou que o homem demonstrou arrependimento e se comprometeu a arcar com as despesas do tratamento veterinário — embora, não tenha sido suficiente para salvar a vida de Eros.
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Crime com agravante de morte: pena pode chegar a 6 anos e 8 meses
O delegado Leandro Piquet reforçou que o suspeito será indiciado pelo crime de maus-tratos a animais, previsto na Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), com pena de 2 a 5 anos de reclusão. Como o animal veio a óbito, a lei prevê um aumento de pena de 1/6 a 1/3, podendo elevar a punição a até 6 anos e 8 meses de prisão.
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O Serra Noticiário continua acompanhando o caso de perto e trará atualizações assim que possível.
