A Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES) e a Secretaria da Justiça (SEJUS) iniciaram, na terça‑feira (13), a coleta de DNA de detentos condenados em 2025 que cumprem pena no sistema prisional capixaba. Peritos oficiais criminais coletaram 134 amostras na Penitenciária de Segurança Máxima 1 (PSMA1) e na Penitenciária de Segurança Média 1 (PSME1). O material segue para o Banco de Perfis Genéticos do Espírito Santo (BEPG) e, em seguida, integra o Banco Nacional de Perfis Genéticos (RIBPG).
A legislação exige o cadastramento de condenados por crimes com violência grave contra a pessoa, crimes contra a vida, liberdade sexual, crimes sexuais contra vulnerável e outros definidos pela Justiça. A meta deste ano é atingir mil coletas. As amostras, obtidas de forma técnica e indolor dentro das unidades prisionais, permanecem armazenadas em banco de dados sigiloso.
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Desde a criação do BEPG, peritos já registraram o DNA de 9.291 condenados e encontraram 135 coincidências entre perfis e vestígios criminais, o que auxiliou diversas investigações. O perito oficial‑geral Carlos Alberto Dal‑Cin destaca que cada nova amostra “aproxima a sociedade capixaba da elucidação de crimes e de uma justiça mais eficaz”.
Para o secretário de Estado da Justiça, Rafael Pacheco, integrar o sistema prisional ao banco genético traz ganhos decisivos: “Identificamos suspeitos com maior precisão e garantimos punição a reincidentes, fortalecendo a investigação criminal e a segurança pública.”
