Na última terça-feira (22), uma professora que atuava como substituta foi desligada da rede municipal de ensino da Serra após agredir fisicamente alunos do 5º ano e proferir falas racistas em sala de aula. Contratada como temporária, ela perdeu o vínculo com a Prefeitura Municipal da Serra (PMS) um dia após mães de estudantes protocolarem uma denúncia formal na Secretaria Municipal de Educação (SEDU).
Em nota oficial, a Sedu afirmou que repudia qualquer forma de racismo e informou que tomou providências imediatas ao tomar conhecimento do caso. A professora foi ouvida e, diante da gravidade das acusações, teve o contrato encerrado.
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Agressões em sala de aula
Segundo informações das famílias, a professora assumiu a turma após a titular se afastar por problemas de saúde. Desde o início das aulas, ela demonstrava comportamento agressivo, batendo na mesa e gritando com os alunos.
Em um dos episódios relatados, a educadora teria enforcado um estudante com um golpe conhecido como “mata-leão” após ele se recusar a repetir uma fala de outro colega. Ainda conforme a denúncia, ao perceber que dois alunos conversavam, ela teria pressionado um deles a contar o conteúdo da conversa, apertando-o fisicamente até conseguir a resposta.
Outro estudante também teria sido agredido quando a professora arremessou um apagador em sua direção. Uma aluna que presenciou a cena ficou assustada e trocou de lugar na sala para evitar qualquer aproximação com a docente.
Preconceito racial
As denúncias indicam que a professora proferiu falas de cunho racista contra os alunos, o que gerou ainda mais indignação entre as famílias e motivou o pedido imediato de afastamento.
Em um dos episódios relatados, um aluno a chamou de “tia” e, como resposta, ouviu que ela não tinha qualquer vínculo com ele por causa da cor de sua pele. A educadora teria afirmado que seu filho era branco e que não tinha ninguém como o aluno em sua família.
Desafiou os alunos a tentarem denunciá-la
Ainda conforme os relatos, os alunos cogitaram denunciar o comportamento da professora, mas ela teria respondido de forma desafiadora, mencionando que não havia câmeras na sala de aula. Para uma das mães, esse detalhe demonstra que a docente tinha plena consciência das atitudes que estava tomando.
Além das agressões físicas, a mãe da aluna também apontou que as crianças foram vítimas de violência psicológica. Ela demonstrou indignação e ressaltou a importância de pais e mães se unirem e denunciarem situações como essa, para evitar que se repitam com outras crianças.
Apoio às famílias
A Secretaria Municipal de Educação (SEDU), lamentou o ocorrido e classificou o comportamento da profissional como incompatível com os valores da educação pública. A secretaria informou que os alunos afetados estão recebendo acolhimento das equipes pedagógicas e que as famílias seguem sendo acompanhadas pela direção da unidade escolar.
