Uma segurança que atuava no Sambão do Povo, deu novas declarações afirmando ter sido agredida pelo subsecretário da Casa Militar do Governo do Estado durante o Carnaval de Vitória. Em entrevista à Rede Sim/SBT, Bianca detalhou o incidente e destacou que apenas o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, demonstrou apoio.
Segurança deu sua versão do ocorrido
Segundo Bianca, a confusão começou no corredor de imprensa, área restrita a profissionais credenciados. O subsecretário, acompanhado da esposa, tentou passar pelo local sem permissão.
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“A situação aconteceu no corredor de imprensa. Corredor de imprensa só pode estar lá quem estava com o crachá de imprensa. Somente. Esse que foi o começo da situação. Porque ele queria transitar por lá, sendo que não poderia. E o segurança chegou pra conversar com ele, abordou ele, informou que ele não poderia, e ele já alterado, falou que ele iria passar por lá sim.”
Ela relatou que o segurança colocou a mão na grade para impedir a passagem. Nesse momento, o subsecretário avançou, e Bianca interveio para contê-lo.
“E nisso foi a hora que o segurança colocou a mão na grade. E quando o segurança colocou a mão na grade, ele foi pra cima do segurança. O que eu fiz foi segurar ele e passar ele pro outro lado. No intuito de cessar aquela situação. E foi aí a hora que a camisa dele rasgou. Porque ele tentou sair, e eu segurei a camisa, e nisso a camisa rasgou. A arma apareceu, e ele me agrediu. Entendeu? Ele me viu, ele sabia quem eu era, sabia quem eu era mulher, sabia tudo. Ele me agrediu porque ele quis.”
O impacto do ocorrido
Bianca lamentou a postura do subsecretário, que, segundo ela, deveria ter agido de maneira diferente.
“É algo que mexeu muito comigo, isso. Porque ele poderia ser alguém que estava ali protegendo, servindo, ajudando, mas não, ele quis ser tudo ao contrário. O que mais me machuca é que eu fui segurada, né, mas pelo meu amigo mesmo, pelo não ir até ele depois de novo.”
A segurança também mencionou que a esposa do subsecretário, em vez de prestar apoio, a confrontou.
“E quando eu chego no local, que já aconteceu a questão com o Pazolini, que o Pazolini viu a situação, o prefeito viu a situação, e ele só que estava gravando justamente para ter como provar o que estava acontecendo. E quando eu relato que eu fui agredida, o prefeito fala assim, eu vi. E a esposa dele (subsecretário), que é uma professora, vem pra cima de mim, porque no vídeo é nítido que ela segura a minha blusa e fala assim, você é louca, ele não agrediu você, você é louca.”
Versão do subsecretário
O coronel Sérgio Luiz Anechini, subsecretário da Casa Militar, negou a agressão. Ele afirmou que apenas tomou o celular do prefeito Pazolini após se sentir alvo de deboche.
Investigação e repercussão
Após o ocorrido, Bianca diz que compareceu à delegacia, onde se deparou com o subsecretário.
“Outra pessoa que poderia ter defendido por ser mulher, mas não, preferiu se calar. Aí quando eu chego na delegacia, eu encontro ele descendo, e ele vem descendo num ar de superioridade, num ar de como nada vai acontecer, nem aí pra nada”
O caso continua repercutindo, e novas informações podem surgir à medida que a investigação avança.
Vídeo YouTube:
O Serra Notiicário continua acompanhando o caso de perto e trará novas informações assim que possível.
