O atual prefeito da Serra, Sérgio Vidigal (PDT), publicou um decreto exonerando mais de 800 servidores comissionados. A medida atinge secretários municipais, cargos de alto escalão e gerentes de unidades de saúde.
Sérgio Vidigal decreta exoneração de comissionados e secretários da Serra
A lista completa de exonerações saiu no Diário Oficial nesta segunda-feira (30) e entra em vigor no dia 1º de janeiro, último dia do mandato de Vidigal. Entre os exonerados estão Claudio Denicoli, secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, Iranilson Casado, secretário de Governo, e Enivaldo Dias, secretário de Serviços. Todos os gerentes das unidades de saúde da cidade também foram incluídos na decisão, assim como diversos servidores administrativos dos postos de saúde.
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Vidigal aproveita fim de mandato para realizar exonerações
A prática de exonerações em massa geralmente costuma ocorrer no início de novos mandatos e gestões. A exemplos das exonerações realizadas por Audifax Barcelos, ao assumir a Prefeitura da Serra em 2013, e Lorenzo Pazzolini, ao assumir a Prefeitura de Vitória, em 2021.
Ou seja, a decisão de Vidigal em realizar essas exonerações ao final de seu mandato, vai contra o rito natural de passagem entre gestões e mandatos.
Assim, essa prática tem por foco realizar a renovação no quadro de servidores e secretários. A princípio, essa é uma medida que gera desgaste e impopularidade aos novos mandatários, que precisam encerrar vínculos com antigos funcionários do poder público.
Sérgio Vidigal tenta blindar Weverson?
O prefeito eleito, Weverson Meireles (PDT), tomará posse no dia 1º de janeiro e já declarou que promoverá mudanças no secretariado, mas não de forma total. Segundo ele, alguns nomes técnicos da atual gestão poderão ser reconduzidos.
Sendo assim, de acordo com informações apuradas de bastidores, reveladas por fontes de dentro da gestão durante conversas com a coluna Chico Prego, essa exoneração em massa promovida por Sérgio Vidigal foi uma forma de blindar seu sucessor, Weverson Meireles, dessa decisão impopular, deixando seu início de mandato livre de tais rusgas.
Além disso, pelo fato de Vidigal estar se retirando da política, essa decisão, em tese, não traria prejuízos políticos a nenhum dos nomes, tanto a Vidigal, quanto Weverson.
Entretanto, é importante destacar que, em janeiro, o futuro prefeito da Serra terá que fazer um verdadeiro malabarismo na distribuição dos cargos na prefeitura para atender a todas as suas alianças partidárias, que o apoiaram durante o primeiro e o segundo turno das eleições. Diga-se de passagem, não foram poucos, além de alguns vereadores que trocam apoio por cargos no Executivo.
Por fim, com a posse no dia 1º de janiero de 2025 do novo prefeito, Weverson Meireles, a Serra inicia uma nova fase de sua administração, com expectativa de eventuais mudanças estruturais e alinhamento estratégico com os anseios da nova gestão da Prefeitura da Serra.
O Serra Noticiário continua acompanhando o caso de perto e trará novas informações assim que possível.
