A Câmara Municipal da Serra (CMS) confirmou para o dia 2 de fevereiro de 2026 a posse de quatro vereadores suplentes, que irão substituir parlamentares afastados judicialmente desde 23 de setembro de 2025. A cerimônia será realizada na sede do Legislativo serrano, com o retorno das atividades parlamentares após o recesso.
A informação foi confirmada pelo jornal A Gazeta, em apuração feita junto ao presidente da Câmara, William Miranda (PDT), e por um dos suplentes que assumirá o mandato.
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Vereadores afastados desde setembro de 2025
Os quatro parlamentares afastados por decisão judicial são:
- Saulinho da Academia (PDT) – ex-presidente da Câmara
- Cleber Serrinha (MDB)
- Wellington Alemão (Rede)
- Teilton Valim (PDT)
O afastamento foi determinado pela 2ª Vara da Fazenda Pública da Serra, no âmbito de uma investigação por suposta corrupção passiva, com denúncia aceita pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES).
Suplentes que tomarão posse no dia 2 de fevereiro
Com a confirmação da posse, os seguintes suplentes assumem as vagas:
- Marcelo Leal (MDB) – substitui Cleber Serrinha (MDB)
- Dr. Thiago Peixoto (PSOL) – substitui Wellington Alemão (Rede)
- Wilian da Elétrica (PDT) – substitui Saulinho da Academia (PDT)
- Sérgio Peixoto (PDT) – substitui Teilton Valim (PDT)
Um detalhe que chama atenção é que Sérgio Peixoto não ingressou com ação judicial para antecipar a posse, ao contrário dos outros três suplentes.
Impasse judicial se arrastou por mais de 120 dias
A situação gerou um longo impasse jurídico e institucional, que resultou em mais de quatro meses com cadeiras vagas no Legislativo da Serra. O histórico do caso inclui:
- 23/09/2025: afastamento imediato dos quatro vereadores por decisão judicial
- 08/10/2025: determinação para posse dos suplentes em até três dias, sob pena de multa diária de R$ 10 mil
- 14/10/2025: Tribunal de Justiça do ES (TJES) concede liminar suspendendo a posse
- 02/12/2025: desembargador Júlio César Costa de Oliveira mantém a suspensão
- 21/01/2026: completa-se o período de 121 dias de vacância no plenário
Durante esse período, a Câmara funcionou com menos parlamentares do que o previsto.
Entendimento da Câmara motivou o atraso
A procuradoria da Câmara Municipal da Serra sustentou que a convocação automática de suplentes só poderia ocorrer após afastamento superior a 120 dias, seguindo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre regras nacionais aplicáveis a afastamentos de parlamentares.
Apesar de o Regimento Interno da Casa prever convocação em até três dias, o Legislativo optou por aguardar o prazo superior a 120 dias para evitar novos questionamentos judiciais.
Retorno das atividades com composição completa
Com a posse marcada para 2 de fevereiro, a expectativa é que a Câmara da Serra retome os trabalhos de 2026 com a composição completa, encerrando um dos períodos mais longos de vacância da história recente do Legislativo municipal.
O Serra Noticiário continua acompanhando o caso de perto e trará atualizações assim que possível.
