Nesta terça-feira (28), um traficante da Serra, morreu durante uma megaoperação policial deflagrada nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A ação, que mobilizou cerca de 2,5 mil agentes das forças de segurança, teve como principal objetivo desarticular integrantes da facção Comando Vermelho (CV).
De acordo com informações da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESP), o capixaba morto foi identificado como Alisson Lemos Rocha, conhecido como Russo ou Gordinho do Valão. Ele era morador de Nova Carapina, na Serra, e estava foragido no Rio de Janeiro. A Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra procurava o criminoso, que já havia pertencido ao Primeiro Comando de Vitória (PCV), mas não integrava a cúpula do grupo.
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Alisson Lemos Rocha era investigado pela DHPP Serra pela morte de Rafael Alexandre da Cruz, de 25 anos, ocorrida em 12 de abril deste ano, no Residencial Mestre Álvaro, na Serra.

Operação Contenção
A megaoperação, chamada Operação Contenção, tem como foco impedir a expansão da facção carioca em diferentes regiões do estado. Até a última atualização, o balanço parcial da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro apontava 60 suspeitos mortos e 81 presos. Entre as vítimas fatais estão 4 policiais.
Durante a ação, os agentes apreenderam 31 fuzis, duas pistolas e nove motocicletas. Segundo a polícia, criminosos reagiram com tiros e incendiaram barricadas, o que causou pânico entre os moradores. Vídeos gravados nas comunidades mostram o som intenso dos disparos – cerca de 200 tiros em apenas um minuto.
Os dois policiais mortos foram identificados como Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara, chefe de investigação da 53ª Delegacia (Mesquita), e Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, lotado na 39ª Delegacia (Pavuna). Além deles, sete agentes de segurança ficaram feridos e três civis foram baleados, entre eles uma mulher atingida dentro de uma academia e um homem em situação de rua.
Prisões
Entre os presos estão Thiago do Nascimento Mendes, o Belão do Quitungo — apontado como um dos líderes do Comando Vermelho – e Nicolas Fernandes Soares, considerado operador financeiro do traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca ou Urso.
O secretário de Segurança Pública do Rio, Victor Santos, afirmou que a ação foi planejada com antecedência e executada exclusivamente com recursos do estado. Segundo ele, apesar das vítimas, a operação foi considerada necessária e continuará ocorrendo de forma estratégica.
As comunidades afetadas pela operação reúnem aproximadamente 280 mil moradores. Por causa dos confrontos, escolas e postos de saúde precisaram suspender o funcionamento ao longo do dia.
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