O clima de tensão em Balneário de Carapebus, na Serra, aumentou nesta segunda-feira (25), um dia após o ataque a tiros que matou a menina Alice, de seis anos. Traficantes impuseram um toque de recolher no bairro, determinando o fechamento de comércios e assustando moradores. Apesar do reforço no policiamento, os estabelecimentos permanecem fechados no bairro.
A reportagem apurou que dois rapazes, aparentando ser adolescentes, circularam pela região mandando fechar as portas de estabelecimentos. Em tom de ameaça, repetiam: “O bagulho tá doido e vai ficar mais ainda”.
Leia Mais ∎
Mais cedo, em coletiva de imprensa, o secretário de Estado da Segurança Pública, Leonardo Damasceno, havia negado que houvesse toque de recolher na região. No entanto, imagens compartilhadas pela repórter Suzy Faria da TV Tribuna mostram diversos comércios fechados no bairro nesta segunda-feira, evidenciando o clima de medo entre moradores e comerciantes.
O ataque que vitimou a menina Alice foi atribuído pelas autoridades à disputa entre as facções criminosas Terceiro Comando Puro (TCP) e Primeiro Comando de Vitória (PCV). A violência vem se intensificando nos últimos dias, transformando a região em cenário de confrontos. Seis pessoas suspeitas de envolvimento no ataque já foram presas.
Princípio de manifestação no bairro Balneário de Carapebus
Além do toque de recolher, grupos de moradores chegaram a iniciar um protesto com o fechamento da avenida Augusto Ruschi, principal via de Balneário de Carapebus. Pneus chegaram a ser colocados na pista, mas a ação foi interrompida por equipes da Polícia Militar, que impediram o bloqueio.
O Serra Noticiário segue acompanhando o caso em busca de novas informações.
