O município de Serra, assim como diversas cidades brasileiras, vivencia diariamente a guerra entre grupos de traficantes rivais, que deixam pelo caminho um rastro de sangue. Todos os anos, muitas pessoas perdem a vida, direta ou indiretamente, por consequência da guerra do tráfico de drogas, dentro das comunidades.
Jovens diariamente são aliciados para o crime, seja na função de traficante ou assaltante. Isso porque, o ‘estilo de vida’ do crime vende uma falsa realidade de dinheiro fácil, poder e felicidade. Essa mesma falsa realidade é a responsável por trazer milhares de jovens para a marginalidade. Além da vantagem de um soldado menor de idade, possui uma certa imunidade às eventuais punições da lei.
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Diante dessa realidade, crianças e adolescentes repetem tradições e brincadeiras pelas ruas dessas comunidades, porém no caso do bairro Planalto Serrano, a brincadeira deixou de ser de “polícia e ladrão” e se tornou na “guerra das tropas”. Isso demonstra um reflexo da atual guerra urbana que se arrasta por anos na comunidade e tem sido uma negativa referência para esses seres humaninhos.

Com isso, alguns moradores do bairro Planalto Serrano começaram a se queixar nessa semana, de algumas crianças e adolescentes que estão utilizando pedaços de canos de PVC para réplicas de armas. Na opinião desses moradores, essa prática não se trata apenas de uma brincadeira, mas sim, de um claro aliciamento dos menores à criminalidade, uma espécie de categoria de base do tráfico.
Em vídeos que circularam nas redes sociais, adolescentes exibem as armas falsas com uma música de fundo que faz apologias ao crime organizado.
Vídeo abaixo publicado no Twitter do Serra Noticiário:
#TretaNews
— Serra Noticiario (@serranoticiario) September 23, 2022
Tropas de crianças brincam de guerra do tráfico em Planalto Serrano e assustam moradores
Mais informações👇👇👇https://t.co/LzQlsazDDM pic.twitter.com/ovSk0zS6nD
O lado brincadeira
Porém, outras pessoas também conseguem enxergar essa prática como uma simples brincadeira de infância que apenas foi contextualizada com a realidade deles, como muitos de nós já brincamos com estilingues e esses tipos de ‘armas’ de brinquedo.
Inclusive, alguns enxergam isso como uma forma de também resgatar as brincadeiras de infância, que foram se perdendo em meio às novas gerações que optam muito mais pelos jogos eletrônicos.
As opiniões se dividem sobre o caso, mas de fato, é necessário trilhar novos caminhos que afastem os jovens do mundo do crime, preservando a essência e a cultura de cada região. Mas e você, o que acha disso, apologia ao crime, ou apenas uma brincadeira?
