A conturbada eleição comunitária do bairro Jardim Bela Vista, realizada no último domingo (07), ganhou novos capítulos. Após a votação, o Serra Noticiário teve acesso a oito áudios atribuídos a um suposto traficante, nos quais ele estaria ameaçando um dos membros da comissão eleitoral, responsável pelo pleito.
Ameaças em áudios
Nos áudios, o homem se apresenta como integrante de um “primeiro comando”, mas não deixa claro se se trata do Primeiro Comando da Capital (PCC) ou do Primeiro Comando de Vitória (PCV). Entretanto, conforme já noticiado pelo SN, o bairro é historicamente dominado pelo PCV.
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O conteúdo dos áudios contém ameaças graves contra uma pessoa que seria membro da comissão eleitoral. O sujeito afirma ser o “dono” da conhecida Rua 17, mas, no momento, diz que a biqueira estaria arrendada.
Vídeo Instagram SN:
Áudios seria motivo do reforço na segurança
Moradores relataram que os áudios e outras ameaças acabaram espalhando medo na comunidade, a ponto de algumas pessoas terem receio de dormir em suas casas ou de participar da aclamação da chapa, realizada na escola do bairro. Além disso, um membro da comissão denunciou que teve a casa invadida e dinheiro em espécie furtado. Esses seriam os motivos pelos quais a segurança foi reforçada no local da aclamação.
Eleição reforçada em Jardim Bela Vista
Conforme já noticiado pelo Serra Noticiário, apesar das supostas ameaças a eleição comunitária de domingo ocorreu sob forte esquema de segurança da Polícia Militar e da Guarda da Serra.
O atual presidente, Edson Reis, foi reeleito por aclamação, sem disputa de outras chapas — fato que gerou protestos e acusações de favorecimento.
A chapa adversária, encabeçada por Isaque Dali, foi impedida de concorrer após a comissão eleitoral alegar desistência de seu vice no momento da inscrição. Críticos contestam essa versão e afirmam que houve manobra para barrar a candidatura rival.
Protestos e promessa de nova eleição paralela
Durante a aclamação, moradores levaram um caixão simbólico com a inscrição “Morte da democracia” e denunciaram intimidações. Diante do impasse, o vice-presidente da FAMS, Oraci, prometeu organizar uma eleição paralela no próximo dia 21, aberta a todos os candidatos interessados.
A reportagem do Serra Noticiário segue acompanhando essa treta comunitária e aberto a manifestação dos envolvidos.
