Na noite da última segunda-feira (30), por volta das 19h37, uma moradora do bairro Balneário de Carapebus, na Serra, levou seu filho de 8 meses à UPA do Hospital Infantil da Serra com sintomas de bronquiolite: respiração ofegante, barulho no peito e dificuldade respiratória, e acabou desistindo de aguardar por atendimento para seu filho devido à demora.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura Municipal da Serra (PMS), pedindo esclarecimentos sobre o caso. Em nota, a Secretaria de Saúde da Serra (SESA) informou que a unidade registrou 63 atendimentos, com tempo máximo de espera de 2h28.
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Mãe desiste do atendimento na UPA do Materno Infantil da Serra
Após passar pela triagem, a criança recebeu pulseira verde, classificando o caso como baixa prioridade. A mãe permaneceu na unidade por mais de duas horas e, ao questionar sobre o tempo restante para atendimento, foi informada de que a espera seria de mais três horas. Ou seja, o que totalizaria uma espera de 5 horas. Diante da demora e da persistência dos sintomas respiratórios da criança, a mãe decidiu deixar a unidade sem que o filho fosse atendido, buscando em outro local.
Mãe denuncia longas filas de espera
A mãe gravou um vídeo dentro da unidade, mostrando o ambiente superlotado, filas extensas de pais com crianças no colo e, segundo ela, ausência de chamamento para consultas por parte dos médicos.
Em seu relato direcionado ao deputado estadual Pablo Muribeca (Republicanos), a moradora criticou a gestão municipal e a falta de estrutura para atender à demanda:
“A situação a cada dia está pior. Olha essa situação que está hoje. O prefeito não resolve nada, sabe por quê? Porque não é os filhos dele que precisam estar aqui. É os nossos filhos que não têm condições de ter um plano que estão aqui esperando 4, 5, 6 horas.”
Vídeo YouTube SN:
Reportagem entrou em contato com a Prefeitura da Serra
Diante dos relatos da mãe, na última quarta-feira (01), a reportagem do Serra Noticiário entrou em contato com a Prefeitura da Serra para questionar se:
- Está acompanhando de perto os casos frequentes de superlotação dessa unidade?
- Quais medidas em curso para reduzir o tempo de espera e as filas no Hospital Materno Infantil da Serra?
- O efetivo de médicos é suficiente para atender à essa alta demanda na unidade?
Prefeitura da Serra respondeu à reportagem do SN
Ainda na última quarta-feira, a Secretaria de Saúde da Serra (SESA) informou que acompanha continuamente o funcionamento da UPA Infantil e destacou que o aumento da procura por atendimento pediátrico em períodos sazonais ocorre devido à maior circulação de vírus respiratórios.
Na noite de segunda-feira (30), a SESA afirma que a unidade registrou 63 atendimentos, com tempo máximo de espera de 2h28. Ao longo do dia, 468 crianças foram atendidas, sendo 67 casos de alta gravidade, 57 de urgência e 353 de baixa gravidade, seguindo o protocolo de classificação de risco que prioriza os pacientes mais graves.
Por fim, a secretaria afirmou ainda que a unidade operava com quadro médico completo e teve a carga horária dos profissionais ampliada para atender à demanda.
Confira a nota na íntegra:
“A Secretaria de Saúde da Serra afirma seu compromisso com a transparência, com a organização dos serviços e com a oferta de um atendimento seguro e humanizado, além do respeito aos profissionais que atuam diariamente na rede.
A secretaria informa que acompanha de forma contínua o funcionamento da UPA Infantil e destaca que, em períodos sazonais, há aumento expressivo na procura por atendimento pediátrico, especialmente devido à maior circulação de vírus respiratórios.
Na noite de segunda-feira (30), por volta das 20 horas, a unidade registrou 63 atendimentos. Naquele momento, o tempo máximo de espera era de 2 horas e 28 minutos. Ao longo de todo o dia, foram 468 crianças assistidas. Desse total, 67 casos foram classificados como laranja (alta gravidade), 57 como amarelo (urgência) e 353 como verde (baixa gravidade). O atendimento segue o Protocolo de Acolhimento e Classificação de Risco adotado na rede pública, que prioriza os casos mais graves, conforme a avaliação clínica de cada paciente.
A Secretaria destaca que o quadro médico da unidade estava completo e que já foi realizada a ampliação da carga horária médica, como medida para adequar a capacidade de atendimento à demanda e garantir a assistência à população.”
O Serra Noticiário continua acompanhando o caso de perto e trará atualizações assim que possível.
