Uma moradora da região de Castelândia, em Jacaraípe, na Serra, enviou à reportagem um vídeo que mostra o momento em que um homem é espancado por um grupo. Segundo ela, as agressões registradas nas imagens podem ter relação direta com a morte do tatuador Iago Gatti Macedo, de 32 anos, que teve seu corpo encontrado horas depois no mar.
Além do registro, a moradora também denunciou a presença constante do tráfico de drogas no local, afirmando que a área tem sido marcada por episódios frequentes de violência e insegurança.
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Corpo foi encontrado por surfistas
O corpo de Iago foi localizado por volta das 5h20 da manhã do dia 12 de março, na Praia do Amigão. Surfistas que estavam no local avistaram o corpo boiando e o retiraram da água para evitar que fosse levado pela correnteza.
De acordo com relatos, a vítima apresentava diversas escoriações e hematomas, com marcas no rosto, no tórax e possíveis lesões na cabeça. A identificação preliminar foi feita com base em características físicas e tatuagens.

Agressões podem ter ligação com o caso
Segundo a moradora que conversou com o SN, o vídeo foi gravado ainda na noite anterior ao corpo do jovem ser encontrado na praia. Após a repercussão, surgiu a suspeita de que o homem agredido pelos moradores em situação de rua seria Iago. Suponha que, após as agressões, o corpo da vítima tenha sido jogado no rio e tenha ido parar na praia.
Vídeo YouTube SN:
Moradores dizem que cenas de violência são constantes no local
“O que a gente vê ali com frequência são situações de violência. No dia, um homem foi espancado por várias pessoas”, relatou.
Ela também afirmou que episódios semelhantes já teriam ocorrido anteriormente na região.
Denúncias sobre o local
A moradora relatou ainda que, na percepção dela, o ponto turístico tem sido ocupado por traficantes, o que tem aumentado o medo entre os moradores.
“É um lugar que deveria ser de lazer, mas tem gerado preocupação por causa dessas situações”, disse.
Ainda segundo a moradora, na percepção dela, há uma sensação de falta de fiscalização no local, já que, segundo relata, traficantes circulam livremente, o que aumenta o medo e a sensação de impunidade entre os moradores.
“Vai acabar uma hora dando um tiroteio ali, pegando um tiro aqui no condomínio, matando alguém, uma pessoa de família.”

Polícia Civil investiga o caso
Equipes da 14ª Companhia Independente da Polícia Militar estiveram no local e acionaram a Polícia Civil (PCES), a Polícia Científica (PCIES) e o rabecão para os procedimentos de praxe.
Até o momento, a causa da morte não foi confirmada oficialmente. O caso será investigado pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra.
Sabe de alguma coisa?
A Polícia Civil sempre destaca que a população tem um papel importante nas investigações e pode contribuir com informações de forma anônima através do Disque-Denúncia (181) ou do perfil oficial da Delegacia de Homicídios Serra no Instagram: @DHPP.Serra
“O anonimato é garantido e todas as informações fornecidas são investigadas”
