Vitória encerra o período entre janeiro e novembro deste ano com uma queda de 35% nos homicídios em comparação ao mesmo intervalo de 2024. O resultado confirma a eficiência das políticas públicas implementadas pela gestão municipal e marca uma mudança estrutural na forma como a cidade organiza e executa suas ações de segurança.
A capital também vivenciou dois períodos prolongados sem mortes violentas. No primeiro semestre, foram 73 dias consecutivos, enquanto no segundo semestre o município completou 52 dias seguidos sem registros desse tipo de crime. A diminuição dos homicídios já se reflete no cotidiano da população: ruas antes marcadas pela insegurança ganharam movimento, comércios retomaram o ritmo e famílias passaram a ocupar espaços públicos com mais tranquilidade.
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As ações que levaram à redução dos assassinatos se baseiam em inteligência, tecnologia, presença estratégica e integração entre os órgãos de segurança. A Guarda Civil Municipal (GCMV) de Vitória ampliou o patrulhamento, modernizou equipamentos, reforçou a análise de dados e intensificou o trabalho conjunto com as forças estaduais e federais.

O secretário municipal de Segurança Urbana, Amarílio Boni, explica que os resultados decorrem de um planejamento contínuo. Ele afirma que a queda nos homicídios demonstra que Vitória segue a direção correta, já que o município trabalha com dados, leitura de cenários e estratégias integradas, garantindo intervenções mais precisas. Segundo ele, a atuação conjunta da Guarda de Vitória com outras forças de segurança tem sido decisiva para salvar vidas.
A reestruturação da Guarda de Vitória, iniciada há cinco anos, também impulsiona esses avanços. A central de monitoramento da corporação conta com 1.156 câmeras, além de drones, softwares de inteligência artificial, armamentos modernos e novas viaturas, incluindo veículos blindados. A criação da Gerência de Inteligência dentro da corporação permite produzir levantamentos que orientam operações preventivas e servem de suporte para outras forças de segurança.
Outro elemento importante é a valorização profissional. Reajuste salarial, plano de carreira, melhores condições de trabalho e a reforma de bases operacionais contribuíram para equipes mais preparadas e motivadas. A previsão é que a corporação receba cem novos guardas municipais até o final do ano.
A atual gestão aposta em um modelo que vai além do policiamento tradicional. Investimentos em educação, assistência social, prevenção à violência e apoio a populações vulneráveis formam um ecossistema de proteção que fortalece vínculos comunitários. Programas como o acompanhamento de mulheres vítimas de violência, o monitoramento inteligente ampliado, a capacitação permanente e a presença ativa da Guarda de Vitória nos bairros fortalecem o alcance das políticas públicas.

Para a cidade, a redução significativa dos homicídios representa mais do que uma conquista estatística. O resultado simboliza que planejamento, integração e cuidado com as pessoas são capazes de transformar realidades e construir um novo ciclo de segurança para a população.
