Na última quinta-feira (09), o PROCON-ES realizou uma pesquisa de preços de materiais escolares para ajudar consumidores a economizar. A análise contemplou três grandes estabelecimentos na Grande Vitória, abrangendo 85 itens como cadernos, lápis, canetas, colas e tintas, os principais materiais escolares na volta às aulas.
PROCON mostra aumento nos preços de materiais escolares
As diferenças de preços foram expressivas. A régua de 15 cm da marca Waleu, por exemplo, apresentou aumento de 158,33% em relação a 2024. Já o estojo de giz de cera com 12 cores (Acrilex) subiu 111,9%. Por outro lado, o apontador com depósito (Faber Castell) registrou uma redução de 54,40%.
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Entre as variações de preços entre lojas, o caderno espiral de 80 folhas (Tilibra) apresentou diferença de 101,92%, enquanto o estojo de lápis de cor (Faber Castell) variou 43,24%. Em relação às marcas, a caixa de lápis de cor com 12 cores teve preços que oscilaram entre R$ 5,10 e R$ 26,50, representando uma diferença de 419,61%.
PROCON recomenda consumidores pesquisarem produtos mais em conta
A diretora-geral do Procon-ES, Letícia Coelho Nogueira, sugeriu que, para economizar na compra de material escolar, os pais negociem as marcas com as crianças. Produtos com temas de personagens famosos, como super-heróis, e itens importados costumam ter preços mais elevados, influenciados, no caso dos importados, pela alta do dólar.
“Recomendamos cautela na escolha dos materiais escolares, pois itens de marcas patenteadas, como super-heróis e outros personagens, geralmente são muito mais caros, o que pode aumentar consideravelmente o custo total”, explicou Letícia.
Os consumidores podem acessar a pesquisa completa de preços no site do PROCON-ES. A consulta permite comparar valores e tomar decisões mais conscientes durante o período de compra do material escolar.
Confira a pesquisa completa do PROCON com todos os preços pelo (LINK)
Proteção ao Consumidor
O órgão destacou a Nota Técnica nº 001/2024, que define critérios para evitar práticas abusivas na solicitação de materiais escolares. Entre as irregularidades apontadas estão a exigência de materiais sem finalidade pedagógica, em quantidades excessivas ou de uso coletivo, além de imposição de marcas ou lojas específicas.
O Serra Noticiário continua acompanhando o caso de perto e trará novas informações assim que possível.
