Um jovem de 22 anos, identificado como Luiz Carlos Almeida Paranhos, morreu após ser esfaqueado pelo padrasto na noite do último sábado (03), no bairro Jardim Bela Vista (foto), no município da Serra. O crime, que chocou os moradores da região, teria ocorrido durante uma discussão entre a vítima e o padrasto, de 41 anos. Após o ocorrido, o homem assumiu a autoria do crime e se entregou à Polícia Militar (PMES).
Morte por motivo banal
De acordo com os militares que participaram da prisão, o autor do crime se apresentou espontaneamente na 4ª Companhia do 6º Batalhão, localizada no bairro Jardim da Serra.
Leia Mais ∎
Segundo o relato do próprio padrasto, a discussão teve início após Luiz Carlos pegar uma taça que lhe pertencia e usá-la sem permissão. Testemunhas também relataram que Luiz Carlos costumava fazer brincadeiras que incomodavam o autor do crime. Ainda segundo o autor do crime, durante a discussão ele pegou uma faca e desferiu quatro golpes no enteado.
Em seguida, ele preferiu se entregar, assumindo a autoria do homicídio e alegando que tomou essa decisão por medo de sofrer represálias.
Vítima foi socorrida, mas não resistiu
Luiz Carlos foi socorrido por vizinhos e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Serra Sede. Devido à gravidade dos ferimentos, ele precisou ser transferido ao Hospital Estadual Jayme Santos Neves, onde ficou internado por três dias. Infelizmente, Luiz Carlos não resistiu e faleceu na noite da última terça-feira (06).
Cena do crime
Após a confissão do padrasto, militares foram até o local do crime, onde conversaram com vizinhos que confirmaram a versão apresentada por ele. O homem foi encaminhado à Delegacia Regional da Serra, onde foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio e, em seguida, levado ao Centro de Triagem de Viana (CTV).
Segundo a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), o flagrante permanece válido mesmo após o falecimento da vítima. O inquérito segue em andamento sob responsabilidade da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, e o crime poderá ser reclassificado como homicídio qualificado, dependendo das conclusões da investigação.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Vitória, onde passou por necropsia antes de ser liberado à família.