Nesta quarta-feira (20), após o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) denunciar quatro vereadores da Serra por corrupção, moradores realizaram um protesto na entrada da Câmara Municipal da Serra (CMS). O grupo levou cartazes e entoou palavras de ordem pedindo por justiça e a saída imediata dos parlamentares denunciados.
Denúncia na Justiça
Na última quinta-feira (14), o MPES apresentou denúncia contra os vereadores Saulinho da Academia (PDT), atual presidente da Câmara, Teilton Valim (PDT), Cleber Serrinha (MDB) e Wellington Alemão (Rede). Também foram denunciados os ex-vereadores Luiz Carlos Moreira e Aloísio Ferreira Santana, acusados de atuar como intermediários em um esquema de favorecimento a um empreendimento privado.
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A investigação do Ministério Público teve início em 2025, após o vazamento de um áudio gravado durante uma reunião entre vereadores, em 2024, no qual eles teriam sido flagrados negociando a aprovação de uma emenda a um projeto em troca de R$ 100 mil ou de um terreno de 6 mil metros quadrados.
Manifestantes pedem cadeia para os vereadores denunciados
Durante a sessão ordinária de hoje, os manifestantes exibiram cartazes com frases como “Corrupção Mata”, “Vergonha”, “Cadê os 100 mil?” e “Cadeia Neles”. Eles também criticaram a permanência dos denunciados nos cargos e cobraram providências.
Câmara da Serra: espaço público e democrático
Por meio de nota, a Câmara Municipal da Serra (CMS) reafirmou o compromisso que mantém “como espaço público e democrático, aberto à participação da sociedade”.
“Como instituição representativa, respeitamos o direito constitucional de manifestação pacífica e entendemos que a pluralidade de vozes faz parte da vida democrática. Reiteramos, no entanto, a importância de que todas as manifestações ocorram de forma ordeira, com respeito às pessoas, ao patrimônio público e ao pleno funcionamento das atividades legislativas”
Vídeo Youtube SN:
Justiça aguarda manifestação do Ministério Público
Na última segunda-feira (18), o juiz responsável pela análise da denúncia identificou uma omissão por parte do Ministério Público. Segundo a decisão, o MPES não apresentou eventual proposta de acordo ou justificativa para a ausência de acordo. Diante disso, a Justiça determinou prazo de cinco dias para que o órgão se manifeste.
O Ministério Público tem até a próxima sexta-feira (22) para apresentar o documento solicitado. Só após essa manifestação o processo seguirá para avaliação pela justiça.
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O Serra Noticiário acompanha o caso e trará atualizações sobre os desdobramentos.
